O presidente de Israel, Isaac Herzog, dá início nesta quarta-feira (4) a uma série de reuniões com os partidos eleitos para a 26ª legislatura do Knesset, o parlamento nacional. A estratégia tem como foco central a construção de um consenso político que viabilize a formação de uma administração estável, afastando o risco de um novo pleito no país.
Estratégia inédita com legendas menores Diferente das práticas tradicionais, a presidência determinou que as legendas com menor representação sejam ouvidas prioritariamente. De acordo com o gabinete oficial, a inversão na ordem cronológica visa estimular propostas inovadoras e ampliar o leque de alternativas antes dos diáculos com as bancadas majoritárias.
Os encontros acontecem na sede presidencial em Jerusalém, com transmissão simultânea pelas redes sociais. A rodada inaugural começa com o Sionismo Religioso-Zehut, seguido por outras siglas ao longo de dois dias, culminando com o partido Likud na quinta-feira à noite. Na mesma data, Herzog receberá a apuração oficial das mãos de Noam Sohlberg, presidente da Comissão Eleitoral Central.
O impasse no parlamento israelense O cenário político exige flexibilidade após o resultado das urnas na terça-feira (27), que consagrou o partido Likud, liderado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, como a legenda mais votada. Contudo, nem a base governista nem a oposição, encabeçada por Gadi Eisenkot, conseguiram alcançar a marca de 61 cadeiras necessárias para obter maioria absoluta entre os 120 assentos da casa legislativa.
Apelo ao diálogo político Diante da fragmentação partidária, o chefe de Estado reforçou a necessidade de cooperação entre as lideranças políticas para superar as divergências e aceitar o veredito das urnas.
“Espero que os representantes venham com a mente aberta e com o coração aberto”, afirmou Herzog.
O mandatário também destacou a importância de serenidade neste momento institucional. “Chegou o momento de pedir a todos os nossos líderes que […] encarem esta realidade”, declarou, utilizando ainda a metáfora de uma escada para ilustrar o papel mediador das conversas na busca por soluções ponderadas.
Próximos passos e prazos constitucionais Após concluir os diálogos, o presidente indicará formalmente um parlamentar para a missão de chefiar o executivo. Pela legislação vigente, o político escolhido disporá de um prazo inicial de 28 dias para consolidar uma coalizão, período que pode ser estendido por até duas semanas adicionais.






