Home / Política / Deputados criticam mudança na classificação de desenhos bíblicos

Deputados criticam mudança na classificação de desenhos bíblicos

Deputados criticam nova classificação de Desenhos Bíblicos da Record

Parlamentares federais e estaduais usaram as redes sociais para criticar duramente a decisão do Ministério da Justiça de elevar para 12 anos a classificação indicativa do programa Record Kids: Desenhos Bíblicos. A medida gerou forte repercussão entre políticos da oposição, que classificaram a alteração como um ataque à liberdade religiosa e exigiram a publicação do parecer técnico que fundamentou a mudança.

Mudança nas regras e justificativa oficial

A nova diretriz foi publicada pelo Ministério da Justiça no Diário Oficial da União na última sexta-feira, 29. Anteriormente, a atração possuía classificação livre para todos os públicos. Para justificar a alteração, a pasta apontou a presença de conteúdos relacionados a “atos criminosos, drogas lícitas, violência e estigma ou preconceito”. Com a nova regra, a exibição do programa passou a ser recomendada apenas para horários posteriores às 20h.

Reação dos parlamentares nas redes sociais

O deputado estadual Major Mecca (PL-SP) manifestou indignação com a medida. Ele afirmou estar “profundamente preocupado com o rumo do Brasil e com a crescente perseguição à Bíblia e aos valores cristãos”, classificando a ação governamental como “um ataque direto à nossa fé e à formação das nossas crianças”.

O parlamentar também criticou a ausência de transparência no processo. “O mais grave é a total falta de transparência: o governo não divulgou o parecer técnico nem especificou quais passagens sagradas foram consideradas impróprias”, escreveu. “O Brasil é um Estado laico, não antirreligioso, e a burocracia estatal não pode servir de respaldo para o patrulhamento ideológico.”

Cobranças por explicações e defesa da fé

Por sua vez, o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) também questionou a determinação da pasta. “Agora até desenho bíblico virou problema para o regime Lula!”, afirmou, lembrando que a animação é transmitida há mais de duas décadas. “Desde quando ensinar histórias da Bíblia se tornou algo inadequado para crianças?”

Defensor da pauta religiosa, o deputado cobrou esclarecimentos do governo federal. “A liberdade religiosa não é uma concessão do regime Lula. É um direito garantido pela Constituição Federal”, declarou. “Não aceitaremos que a fé cristã seja submetida a critérios discriminatórios.”

Debate sobre educação familiar e ideologia

A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) endossou as críticas à medida. “A perseguição à Bíblia chegou à classificação indicativa do governo Lula”, publicou, citando exemplos de narrativas sagradas. “Davi matou Golias, Caim matou Abel e José foi vendido pelos irmãos. Histórias que ensinam sobre o pecado, suas consequências, a justiça e a redenção.”

Zanatta ainda fez um paralelo com outras diretrizes da administração federal. “Os mesmos que acham que a Bíblia representa um perigo para as crianças defendem ideologia de gênero nas escolas”, afirmou. “Como mãe e deputada, vou cobrar explicações. Quem educa nossos filhos são os pais, não o governo!”

Associação com o cenário político

Por fim, o deputado federal General Girão (PL-RN) relacionou a alteração normativa ao contexto político recente. “Três dias após o 2º turno, o governo Lula reclassificou os Desenhos Bíblicos da Record de ‘Livre’ para ‘Não recomendado para menores de 12 anos’!”, escreveu, argumentando que o conteúdo voltado a transmitir preceitos cristãos passou a ser tratado como impróprio.

O parlamentar encerrou questionando a postura do chefe do Executivo. “Cadê o ‘Lula cristão’? Nunca foi e nunca será!”, publicou. “O comunismo é anticristão por essência. A prioridade deles é doutrinar, atacando e cerceando o acesso à palavra de Deus!”

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *