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Conflitos por água no Chade resultam em 25 mortes e feridos

Confrontos por acesso a água deixam ao menos 25 mortos no Chade

Disputas violentas por acesso à água no centro do Chade provocaram a morte de pelo menos 25 pessoas e deixaram 22 feridos ao longo dos últimos dias, conforme dados divulgados pelo governo local.

Origem dos conflitos étnicos

O estopim da violência ocorreu na última sexta-feira após um desentendimento envolvendo um pastor da comunidade kreda, que conduziu seu rebanho até uma lagoa para beber, e um membro da comunidade kuka.

De acordo com o relato de um deputado local, “Após a discussão, o kreda sacou sua arma e atirou no pé do kuka. Isso desencadeou uma troca de tiros entre as duas comunidades. Em seguida, 22 feridos foram levados ao hospital de Ngoura”, capital do departamento.

Após a escalada das hostilidades, as forças de segurança atuaram no local e conseguiram controlar majoritariamente a situação na região afetada.

Balanço oficial e vulnerabilidade

O Ministério da Administração Territorial confirmou o balanço oficial de 25 óbitos e 22 feridos decorrentes dos embates na zona fronteiriça entre as províncias de Hadjer-Lamis e Bahr el Ghazal.

A Organização das Nações Unidas (ONU) aponta o Chade como um dos territórios da África com maior vulnerabilidade frente às mudanças climáticas, enfrentando recorrentemente episódios de violência intercomunitária associados à disputa por gado, terras e recursos hídricos.

Dados estatísticos da ONU revelam que menos de 10% dos domicílios chadianos contavam com acesso seguro à água potável encanada durante o ano de 2024. A gravidade da escassez já havia se manifestado em abril, quando outro conflito motivado por um poço de água no leste do país resultou em 44 mortes e dez feridos.

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