Manter o tratamento oncológico ativo durante desastres naturais ou emergências sanitárias é um desafio urgente para o Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente diante do crescimento proyectado da incidência da doença no país nas próximas décadas.
O impacto de emergências na oncologia
Crises como a pandemia de covid-19 e as enchentes no Rio Grande do Sul mostraram como interrupções afetam gravemente a assistência a pacientes. A perda de capacidade operacional e as dificuldades de deslocamento intensificam barreiras sociais e econômicas preexistentes.
Especialistas debateram o tema em um workshop no Rio de Janeiro, promovido por órgãos internacionais e nacionais, resultando em um artigo científico publicado na revista The Lancet Regional Health – Americas.
Cinco prioridades estratégicas
O estudo aponta que fortalecer a resiliência do sistema exige ações articuladas em governança, prestação de serviços, recursos e financiamento, divididas em cinco frentes principais.
A primeira prioridade envolve incorporar a assistência aos planos de contingência nacionais, estaduais e municipais. A segunda exige a integração de sistemas de informação para monitorar pacientes com exames e terapias pendentes.
A terceira prioridade foca na proteção da infraestrutura hospitalar e na capacitação dos profissionais de saúde. A quarta estabelece a recuperação com foco na equidade, priorizando os grupos de maior risco clínico e social.
Por fim, a quinta prioridade assegura mecanismos flexíveis de financiamento para agilizar a resposta e recompor estruturas danificadas sem depender de improvisos.
A preparação adequada garante que a rede pública mantenha a universalidade e ofereça um atendimento digno e oportuno mesmo em cenários adversos.






