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Polícia Federal acha sala secreta com máquina de dinheiro em hangar de aeroporto ligado a aliado de Flávio Bolsonaro

Willer Tomaz tinha sala secreta com contador de dinheiro no Aeroporto de Brasília, diz PF

Uma investigação conduzida pela Polícia Federal revelou a existência de uma sala secreta em um hangar no Aeroporto Internacional de Brasília. O espaço, utilizado por companhias de aviação do advogado Willer Tomaz — figura próxima ao senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro —, continha uma máquina de contagem de cédulas.

Origem da investigação e ordem do STF

A ofensiva policial ocorreu em agosto sob a autorização do ministro André Mendonça, magistrado do Supremo Tribunal Federal. O principal objetivo da diligência foi investigar suspeitas de ocultação de patrimônio ligadas ao senador Weverton Rocha. O advogado Willer Tomaz figurou como um dos alvos centrais da medida cautelar de busca e apreensão.

De acordo com o relatório elaborado pela corporação, os agentes receberam uma denúncia anônima logo após a realização da operação. A informação apontava que o compartimento oculto servia especificamente para o armazenamento de dinheiro em espécie. Apesar da descoberta do equipamento de contagem, os policiais não acharam nenhuma quantia física no local, o que motivou a necessidade de apurar se houve remoção prévia de valores.

Apreensões e posicionamento da defesa

Além da vistoria no espaço reservado, a corporação apreendeu quatro aeronaves no mesmo hangar e recolheu cópias de registros com a lista de passageiros. Todo o material recolhido segue sob análise técnica para identificar quem eram os frequentadores e usuários regulares dos aviões.

Em nota oficial enviada à imprensa, a defesa de Willer Tomaz argumentou que o local funciona como uma “sala-cofre”. O texto enviado pelo escritório de advocacia ressalta que os aparelhos no endereço “integram a estrutura operacional destinada ao atendimento de empresas de transportes de valores e clientes das empresas de aviação”.

Os representantes legais do advogado também destacaram que a presença de tais estruturas está amparada pelas normas do setor. “A sala-cofre e os equipamentos instalados no hangar integram a estrutura operacional destinada ao atendimento de empresas de transporte de valores, clientes das empresas de aviação. O transporte aéreo de numerário está sujeito a rigorosos protocolos de segurança, controle e custódia, conforme a regulamentação aplicável. A existência de ambientes protegidos, malotes e máquinas contadoras de cédulas é compatível com essa atividade e não constitui indício de irregularidade”, pontuou a defesa.

Por fim, o comunicado rechaçou com veemência as suspeitas levantadas pelos investigadores durante a apuração no Distrito Federal. “É fantasiosa e beira o ridículo a insinuação de que essas instalações seriam utilizadas para armazenar ou contar dinheiro de origem ilícita. Nenhuma quantia foi encontrada no local”, declarou o escritório. A nota acrescenta: “Causa perplexidade que a própria Polícia Federal, responsável pela fiscalização do setor de segurança privada, pretenda transformar equipamentos associados a uma atividade lícita em suspeita criminal. Atribuir conotação criminosa a essas instalações, sem qualquer prova, é uma tentativa irresponsável de fabricar suspeitas onde não existem fatos”.

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