O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT), declarou no último sábado (31.out.2026) que a família Bolsonaro se transformou em um peso para a gestão do presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano). A declaração na rede social X ocorreu logo após a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do território brasileiro em direção aos Estados Unidos, após sua derrota na disputa presidencial.
Repercussão internacional e eleições nos EUA A polêmica ganha força justamente no período que antecede as eleições de meio de mandato no país norte-americano, momento em que os eleitores renovam a Câmara dos Representantes e cadeiras do Senado.
No mesmo sábado (30.out), o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, negou qualquer participação do governo estadunidense na saída do político brasileiro do Brasil. No mesmo dia, Donald Trump pontuou que não possui planos para um encontro com Flávio no estado da Flórida, embora tenha afirmado que ele sofreu um tratamento “muito mal” e que tem entrada livre no país.
Questionamentos do eleitorado americano O ministro do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também destacou as cobranças que o chefe da Casa Blanca vem recebendo dos próprios eleitores americanos.
“A pergunta que incomoda Trump vem do próprio eleitorado: por que o governo Trump alega não ter recursos suficientes para garantir saúde à população, mas utiliza sua estrutura para acolher uma família estrangeira cercada de denúncias graves envolvendo corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas?”, disse o ministro do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Para o representante da pasta institucional, a proximidade com o clã brasileiro “começa a gerar questionamentos dentro dos EUA e se transforma em mais um problema político para Trump”. Na mesma postagem, o ministro incluiu as tags “DeportTheBolsonaros” e “DeportTheBolsonarosNOW”.
Contexto da saída do Brasil Flávio Bolsonaro embarcou para o exterior na última terça-feira (27.out) ao lado da esposa, Fernanda Bolsonaro, e das duas filhas. A viagem ocorreu porque ele alega ser vítima de perseguição e de medidas que classifica como ilegais por parte do Supremo Tribunal Federal.
A Polícia Federal emitiu uma solicitação para reter o passaporte do senador apenas sete minutos após o Tribunal Superior Eleitoral anunciar o resultado do pleito presidencial, às 21h09 do dia 25 de outubro de 2026. Naquela ocasião, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu a disputa com 64.256.232 votos (51,79%), enquanto Flávio somou 59.826.041 votos (48,21%). O magistrado responsável autorizou a retenção dos documentos de viagem e a proibição de saída do país.






