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Amapá busca protagonismo na exploração de petróleo da Margem Equatorial

Amapá quer ser protagonista, diz governador eleito sobre Margem Equatorial

O futuro comando do Amapá pretende assegurar que o Estado ocupe uma posição central na nova cadeia produtiva do petróleo na Margem Equatorial brasileira, conforme destacou o governador eleito Dr. Furlan (PSD). Vitorioso no 1º turno com 62,75% dos votos, o médico assumirá em janeiro de 2027 a gestão de um dos territórios menos populosos do país, que já se movimenta para estruturar a chegada de operações ligadas à extração offshore.

As reservas de petróleo localizadas pela Petrobras em agosto estão situadas a 175 quilômetros do Oiapoque, litoral nortista amapaense. A confirmação de óleo em pelo menos três camadas do Poço Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas, alimenta projeções de que a exploração comercial possa iniciar em até sete anos, caso os estudos de viabilidade e as licenças avancem. Considerada um potencial novo pré-sal, a região possui estimativa de até 41 bilhões de barris.

Infraestrutura e autonomia logística

Para transformar o Amapá em um polo produtor, a gestão futura planeja finalizar obras viárias, estabelecer um distrito industrial e implementar cursos de qualificação voltados aos setores de energia, gás e petróleo.

“Não podemos esquecer que o Amapá vai ser o protagonista dessa cadeia produtiva. As obras têm que ocorrer no Amapá, o petróleo tem que sair daqui, as bases têm que ser aqui e nós não vamos abrir mão disso”, disse o governador eleito ao Poder Entrevista.

A chegada dos royalties e de novas receitas fiscais também integra o planejamento econômico, com o objetivo de impulsionar setores tradicionais, como a produção de grãos, seguindo exemplos de municípios transformados pela indústria do petróleo, a exemplo de Macaé e Maricá.

“Quando o petróleo chegar aqui com a gente, vamos ter os royalties, que serão divididos entre os Estados e municípios, dentro de uma fórmula matemática, mas a gente quer que o Amapá seja o Estado produtor e que tenha aqui as oportunidades de emprego para as pessoas. Com isso, naturalmente, os tributos, os impostos ficarão no nosso Estado, gerando riqueza”, projeta.

Obras estratégicas e rodovias

Duas prioridades estruturais marcam o início da próxima gestão: a pavimentação completa da BR-156 e a modernização do Porto de Santana. A rodovia federal conecta Macapá ao Oiapoque, e o governo estuda assumir a conclusão dos trechos pendentes junto ao DNIT.

“Nós temos interesse em assumir a responsabilidade e executar essa obra”, afirmou.

No caso do Porto de Santana, a meta é adaptar o terminal para atender às demandas da indústria de óleo e gás e expandir o escoamento agrícola do Arco Norte, com planos para a criação de um retroporto na segunda maior cidade amapaense. Caso os recursos federais sejam insuficientes, a administração estadual avalia buscar financiamentos em instituições como o BNDES.

“O Amapá é um Estado pequeno, que depende do governo federal. A partir do momento que nós temos um novo pré-sal, uma reserva [de petróleo] tão grande aqui, as obras do Amapá servirão ao Brasil”, afirmou.

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