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Sindicato repudia ação policial contra repórter da Rádio Auriverde

Sindicato repudia abordagem policial contra repórter na Câmara dos Deputados

Entidades sindicais criticam abordagem policial a repórter na Câmara dos Deputados durante transmissão ao vivo e apontam cerceamento da imprensa. O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) manifestou apoio à repórter Deborah Sena, da Rádio Auriverde, após a comunicadora sofrer uma intervenção de agentes da segurança durante a cobertura realizada na manhã desta sexta-feira, 30, na Câmara dos Deputados.

Interrupção de transmissão ao vivo no Congresso

Conforme o relato da profissional, a ação ocorreu de forma repentina na área externa da Chapelaria do Anexo IV, exatamente no momento em que ela tentava participar da programação da emissora. Um policial legislativo exigiu a apresentação de um documento de identificação, o que impediu a continuidade do trabalho jornalístico. Enquanto a repórter lidava com a situação, a emissora transmitia uma entrevista com o senador eleito Ubiratan Sanderson (PL-RS), fazendo com que a condução da conversa ficasse restrita apenas ao apresentador Alexandre Pittoli.

Posicionamento oficial das entidades representativas

Diante do ocorrido, o SJPDF publicou uma nota de repúdio no início da noite, contando com o endosso da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). “O SJPDF e a Fenaj consideram injustificável que uma transmissão jornalística seja prejudicada por uma abordagem de rotina sem demonstração de urgência”, afirmam, em conjunto, o sindicato e a federação. “A segurança institucional não pode se sobrepor arbitrariamente à liberdade de imprensa e ao direito de informar.”

Repercussão e investigação do caso

Por meio de um vídeo publicado em suas redes sociais, Deborah Sena classificou o episódio como “humilhação”. A comunicadora detalhou que passou horas instalando seus equipamentos no local sem ser incomodada por nenhum funcionário ou agente de segurança, e que a fiscalização arbitrária aconteceu justamente durante o ao vivo. Além de relatar deboche por parte de duas funcionárias da Casa legislativa, a repórter confirmou que prestou depoimento e que a instituição instaurou um procedimento para apurar as circunstâncias da abordagem.

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