A candidata do Die Linke à Prefeitura de Berlim, Elif Eralp, protagonizou uma grave crise política na Alemanha ao confessar, por meio de mensagens internas, o temor por sua integridade física e de seus familiares diante da presença de simpatizantes do Hamas na estrutura de sua própria legenda.
Vazamento expõe crise no Die Linke O episódio veio à tona após a revista alemã Der Spiegel publicar detalhes de uma entrevista concedida por Eralp. Durante a revisão do material, sua equipe enviou acidentalmente um documento contendo comentários confidenciais que revelavam o pavor da candidata em identificar publicamente figuras associadas ao extremismo palestino.
Nas mensagens trocadas com seus assessores, a política afirmou: “Não posso colocar a mim mesma e minha família em perigo por causa da Der Spiegel”
Em outro trecho revelado pela imprensa, ela acrescentou: “Não quero citar nomes específicos, meu marido, e eu também não. Ele tem medo dessas pessoas, e eu também”
A candidata também desabafou: “Eu nunca deveria ter dado esta entrevista à Spiegel”
A figura central por trás da polêmica é Ibrahim Ibrahim, ativista palestino de 69 anos apontado como apoiador da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) e do Hamas, que teria glorificado lideranças terroristas responsáveis pelos ataques de 7 de outubro de 2023. Apesar disso, o militante foi visto recentemente em eventos eleitorais do Die Linke ao lado de figuras da legenda.
Impacto nas negociações de governo Diante do risco de protestos convocados por grupos radicais, as autoridades alemãs determinaram que Eralp receba escolta policial durante o congresso regional do partido.
O escândalo abalou as tratativas para a formação de uma coalizão governamental em Berlim com o SPD e os Verdes. Aliados potenciais já questionam se a candidata — frequentemente apelidada de “Mamdani de Berlim” — terá condições de combater o extremismo e a criminalidade caso assuma o comando da capital alemã.






