Um Honda NSX fabricado em 1991 e utilizado pessoalmente por Ayrton Senna será leiloado neste sábado (31) em Londres, na Inglaterra. O esportivo vermelho, eternizado em registros históricos ao lado do tricampeão mundial de Fórmula 1, tem estimativa de arremate superior a R$ 5 milhões pela casa RM Sotheby’s.
A trajetória do esportivo japonês O exemplar de chassi número T000233 exibe carroceria na cor “Formula Red”, teto preto e interior revestido em couro da mesma tonalidade. O modelo integrava o grupo de veículos disponibilizados pela montadora nipônica para o uso exclusivo do piloto durante suas estadias em sua propriedade no complexo de Quinta do Lago, em Portugal, na vitoriosa temporada de 1991.
O motor que impulsionava a máquina Debaixo do capô, o bólido conta com um propulsor C30A, que consiste em um bloco V6 de 3,0 litros, aspirado e projetado pela Honda especificamente para este projeto. O esportivo podia sair de fábrica tanto com transmissão manual quanto automática, seguindo os padrões comerciais estabelecidos na Europa e nos Estados Unidos, onde o modelo circulava comercialmente sob a marca Acura.
Memórias das pistas e das lentes A relação do piloto com o carro gerou momentos icônicos, como o deslocamento até o circuito de Estoril para o Grande Prêmio de Portugal daquele ano, etapa em que o brasileiro garantiu a segunda colocação após largar em terceiro. O veículo também apareceu no documentário “Ayrton Senna: Racing Is In My Blood”, lançado em 1992, além da clássica fotografia em que o atleta aparece agachado lavando a lataria com uma mangueira.
O pós-venda e a rota global do bólido Após a morte de Senna em 1994, o histórico do carro registra passagens por empresas e concessionárias em Portugal, a importação para o Reino Unido liderada por Robert McFagan em 2013, e uma viagem até o circuito de Ítalia em 2019 guiada por Giancarlo Minardi para homenagear os 25 anos sem o piloto. Em 2024, o NSX esteve no Japão antes de retornar em definitivo ao solo britânico para o atual pregão, acompanhado de documentações oficiais de autenticidade.
A participação de Senna na engenharia do modelo A conexão entre o brasileiro e a marca começou em 1987 com o fornecimento de motores para a Lotus e se estreitou na McLaren. Convidado para testar o protótipo no Japão em 1989, o piloto apontou fragilidades na rigidez estrutural, o que motivou os engenheiros liderados por Shigeru Uehara a reforçarem o chassi em 50% após testes rigorosos em Nürburgring. O resultado foi um pioneiro chassi monobloco em alumínio que reduziu o peso total em quase 200 kg antes de o carro estrear comercialmente e conquistar admiradores globais.






