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Promessas de Lula geram rombo de R$ 40 bilhões nas contas de 2027

Promessas de Lula criam rombo adicional de R$ 40 bilhões em 2027

As promessas de campanha anunciadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva têm potencial para gerar um impacto fiscal adicional de R$ 40 bilhões no Orçamento de 2027, conforme alerta divulgado pela Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão vinculado ao Senado Federal.

Impacto das medidas no Orçamento

O levantamento consta no Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF) de outubro e aponta que apenas três iniciativas respondem pelo rombo bilionário não previsto. O cálculo abrange o reajuste do Bolsa Família, a queda na arrecadação decorrente do fim das apostas esportivas (bets) e o pacote voltado aos microempreendedores individuais (MEIs).

Vale destacar que a projeção da instituição ainda deixa de fora outras promessas ventiladas pelo chefe do Executivo, a exemplo da extensão do programa Pé-de-Meia para universitários e a gratuidade no transporte público aos finais de semana.

Projeções para o PIB e dívida pública

Diante desse cenário, a entidade projeta um déficit primário de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) já em 2026, patamar que pode saltar para 1% do PIB no ano seguinte. Para conseguir estabilizar a dívida pública frente ao PIB, os técnicos estimam que seria preciso alcançar um superávit primário de 2,1%, exigindo um ajuste de cerca de 3 pontos porcentuais.

“Desequilíbrio fiscal, pressões inflacionárias, juros altos e baixo crescimento. Romper esse nó górdio deve ser a tarefa número um dentre as ações do futuro governo”, afirmaram os diretores da IFI, Marcus Pestana e Alexandre Andrade.

Instabilidade e necessidade de plano fiscal

O documento também chama atenção para a volatilidade observada nos mercados financeiro, de câmbio e de juros futuros após a reeleição. Para os especialistas, a rápida divulgação de um planejamento econômico sólido para o quadriênio é indispensável para acalmar os ânimos.

A definição sobre o comando do Ministério da Fazenda e a apresentação de ações práticas para arrumar a casa são apontadas como chaves para resgatar a confiança do mercado. Além disso, o órgão reforça a urgência de rever a rigidez orçamentária, otimizar gastos e buscar superávits consistentes.

“A IFI tem alertado, nos últimos anos, que é inevitável um verdadeiro ajuste fiscal, se quisermos desencadear um novo ciclo de desenvolvimento vigoroso e sustentado no país”, ressaltou a instituição.

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