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Senadores defendem resultado das urnas e repudiam ataques de Flávio Bolsonaro

Senadores reafirmam resultado da eleição e criticam carta de Flávio

Durante sessão deliberativa realizada nesta quarta-feira (28), parlamentares reafirmaram a legitimidade do resultado da eleição presidencial ocorrida no último domingo (25). A discussão foi marcada por críticas severas a uma carta divulgada nas redes sociais pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), na qual o pleito é classificado como fraudulento.

Defesa da legalidade e críticas à conspiração

O líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), declarou da tribuna que qualquer tentativa de contestação democrática atinge diretamente o país. O parlamentar cobrou uma postura unificada da Casa Alta.

“Este Plenário tem que partir primeiro de um consenso: por mais absurdo que seja questionar isso, este Plenário tem que proclamar em alto e bom som: o presidente eleito da República Federativa do Brasil é Luiz Inácio Lula da Silva”, afirmou.

Em seguida, o senador completou que qualquer sinalização contrária “não é uma conspiração contra o PT ou contra o presidente Lula, mas é uma conspiração contra o Brasil”.

Cobrança pelo fim dos questionamentos

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) apontou incoerências nas contestações e lembrou que o próprio Partido Liberal, sigla que integrou a disputa no segundo turno, já aceitou formalmente o desfecho das urnas, assim como governadores aliados.

“A gente precisa encerrar, de uma vez por todas, as coisas no Brasil, esse circuito ridículo. O partido do candidato a presidente derrotado reconheceu (o resultado das eleições). Os governadores ligados ao candidato derrotado reconheceram. E nós todos somos políticos. Já aqui há uma larga jornada. Isso não faz sentido. Agora, causa um prejuízo imenso para o Brasil esse tipo de situação”, afirmou Alessandro.

Repercussão sobre viagens internacionais

A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi celebrada pela senadora Eliziane Gama (PSD-MA), que também expressou forte repúdio ao fato de Flávio Bolsonaro ter se deslocado para os Estados Unidos, considerando a atitude como “inaceitável”. Na mesma linha, o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) reforçou as críticas ao afirmar que “os fujões são antipatriotas”.

Por outro lado, o senador Carlos Portinho (PL-RJ) saiu em defesa dos aliados que deixaram o território nacional e argumentou que a falta de confiança na Justiça brasileira motivou o que chamou de exílio.

“Assisti atentamente à manifestação de todos anteriormente, inclusive da senadora Teresa Leitão [PT-PE], especialmente quando ela fala que haverá um Brasil para todos. Infelizmente, as palavras não correspondem aos gestos de momento, na medida em que há brasileiros exilados, há brasileiros fora do nosso país, sim, exilados, que não acreditam numa Justiça. Quando a gente fala que a gente tem brasileiros que querem um governo para todos, não é o que parece”, disse o senador.

O debate no Congresso escancara a divisão política latente e evidencia a urgência de estabilização institucional após o processo eleitoral de 2026.

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