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Acácia-amarela cultivada por sete anos é derrubada em Rio Branco

Fotojornalista denuncia derrubada de acácia-amarela cultivada por quase 7 anos no Acre

A remoção de uma acácia-amarela cultivada ao longo de quase sete anos pelo fotojornalista Diego Gurgel causou revolta na capital acreana. A árvore, famosa por suas flores vibrantes, foi arrancada pela raiz na última terça-feira (27) na Rua A, situada no bairro João Eduardo I, durante serviços de manutenção realizados em um reservatório central de abastecimento de água.

Protesto e repercussão do caso

O profissional de imprensa notou a movimentação de máquinas e operários em frente à sua residência ainda no período da manhã. De acordo com o relato, a equipe realizava a limpeza do terreno quando um trator acabou eliminando a vegetação. Os trabalhadores teriam justificado a ação informando que um muro seria erguido ao redor do reservatório do Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco (Saerb). Para o morador, a estrutura poderia ter sido projetada de modo a poupar a planta, o que o motivou a registrar os danos e cobrar melhorias na política de arborização urbana da cidade.

Posicionamento do Saerb

A direção da autarquia municipal foi procurada para esclarecer o ocorrido e informou que a pendência já foi solucionada. Conforme o relato do morador, após a ampla repercussão do episódio, emissários do órgão compareceram ao endereço e assumiram o compromisso de realizar o replantio da espécie.

Histórico de plantio na região

O morador explicou que iniciou o cultivo de mudas na vizinhança há aproximadamente 11 anos, com o intuito de amenizar o calor, proporcionar áreas sombreadas para pedestres e deixar o cenário urbano mais agradável.

“Eu sou da filosofia de que você viaja pelas cidades e as pessoas adaptam as construções às árvores, e não retiram as árvores em detrimento de uma construção de concreto. E essa era uma árvore que estava linda”, lamentou.

Compromisso com o meio ambiente

No dia seguinte ao incidente, na quarta-feira (28), uma arquiteta e um engenheiro vinculados à gestão pública estiveram no local para dialogar com o fotojornalista e buscar alternativas para reparar o dano ambiental causado pela obra no bairro.

“Sou muito entusiasta de arborização urbana. A gente mora no meio da Amazônia e aqui é uma das cidades menos arborizadas do Brasil. Se tem sombra, é gostoso para você andar na rua”, afirmou.

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