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Ricardo Nunes silencia sobre saída de Flávio Bolsonaro e cobra Lula

Nunes evita comentar fuga de Flávio e cobra promessas de Lula

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), preferiu não se posicionar nesta quarta-feira (28.out.2026) a respeito da saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do território nacional logo após o encerramento do pleito. Conversando com jornalistas, o chefe do Executivo municipal declarou que seria “imprudente” julgar a decisão sem ter clareza sobre as motivações, aproveitando para cobrar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) execute os compromissos firmados durante a corrida eleitoral.

“Cada pessoa que toma uma atitude, só ela sabe os motivos reais. Então, seria imprudente da minha parte opinar em algo que eu não sei”, disse Nunes ao ser questionado sobre a fuga do senador.

Destino internacional e o cenário da oposição Flávio Bolsonaro, acompanhado da esposa e das duas filhas adolescentes, deixou o Brasil na noite de terça-feira (27.out). O grupo atravessou a fronteira em direção à Argentina e prosseguiu rumo aos Estados Unidos, fazendo uma parada rápida no Equador. Por meio de nota divulgada na tarde de quarta-feira (28.out), o parlamentar apontou como motivação para a viagem a suposta perseguição por parte do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

A saída ocorreu depois que a Polícia Federal, atendendo a uma determinação de Moraes, intimou o senador na segunda-feira (26.out) para que entregasse seus passaportes. A solicitação da corporação ao magistrado ocorreu exatos sete minutos após a proclamação oficial do resultado da eleição presidencial pelo Tribunal Superior Eleitoral. O triunfo de Lula foi oficializado às 21h09, somando 64.256.232 votos (51,79%), enquanto Flávio obteve 59.826.041 votos (48,21%). O pleito definiu as atribuições do novo governo e impôs à oposição, que somou cerca de 60 milhões de votos, a missão de fiscalizar a gestão federal.

Questionado sobre o impacto da viagem na liderança da direita e na articulação oposicionista, o prefeito adotou cautela semelhante. “Não sei nem se ele vai voltar, se ele não vai voltar. Acho que é muito prematuro para a gente dizer”, afirmou.

Cobrança por promessas de campanha No mesmo pronunciamento, Nunes direcionou o foco para a administração federal recém-eleita, exigindo que o governo coloque em prática as propostas anunciadas aos eleitores, como o perdão de débitos, a distribuição de R$ 5.000 via Pix para alunos e a implementação de ônibus gratuitos nos finais de semana.

O prefeito ainda destacou a necessidade de estender aos agentes comunitários de saúde regras equivalentes de estabilidade funcional e aposentadoria especial, argumentando que tais ações otimizam a administração do erário e auxiliam os cidadãos.

Lembrando que a capital paulista já assegura gratuidade nos ônibus aos domingos desde 2023, o emedebista manifestou o desejo de ver o benefício expandido para todo o país.

“Gostaria muito que fosse cumprido”, declarou, ao citar o transporte público gratuito.

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