A Operação Contenção, executada nos complexos do Alemão e da Penha, localizados na Zona Norte do Rio de Janeiro, completa um ano nesta quarta-feira (28) com pelo menos 33 alvos ainda sem prisão efetuada. A incursão policial marcou o histórico registro de 122 mortes, contabilizando 117 suspeitos apontados como integrantes do Comando Vermelho (CV) e cinco profissionais da segurança pública.
Controle territorial e rotina das comunidades Passados doze meses da intervenção, relatos colhidos entre os moradores indicam que a geopolítica do crime e o domínio territorial do tráfico sofreram poucas alterações práticas.
Embora tenha ocorrido uma queda temporária nos episódios de tiroteios e confrontos armados logo após a ação, criminosos armados voltaram a circular livremente pelas favelas. Os pontos de comercialização de entorpecentes continuam ativos, impondo regras e restrições diárias à rotina da população local.
Impacto a longo prazo e reagrupamento O balanço de longo prazo gerado pela intervenção permanece sob forte debate na sociedade. Os indicadores de tiroteios na região da Penha retornaram a patamares equivalentes ao cenário observado antes da megaoperação.
Além disso, a falta de uma ocupação estatal permanente nas áreas incursão abre espaço para que as facções criminosas promovam a sua reorganização estrutural.
Investigações sobre o braço financeiro Em paralelo aos desdobramentos da incursão, a Polícia Civil segue concentrando esforços em investidas contra o braço financeiro das organizações criminosas.
Entre os focos das investigações estão esquemas ilícitos como a comercialização clandestina de gás de cozinha, onde botijões de 13 kg chegam a ser vendidos por até R$ 150 nas regiões sob influência do tráfico.






