O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quarta-feira (28) que vê com bons olhos a viagem do senador Flávio Bolsonaro (PL) para território norte-americano. A manifestação ocorreu durante conversa com repórteres na base aérea Andrews.
Críticas às eleições brasileiras Além de comentar sobre o parlamentar, o chefe do Executivo americano aproveitou o momento para fazer novos questionamentos sobre o pleito presidencial brasileiro realizado no domingo (25), no qual o político acabou derrotado.
“Bem, eu aprovaria. Acho que eles são boas pessoas. A eleição foi muito estranha, e achei que foi terrível. Ela tem recebido avaliações ruins. Veja o que aconteceu com o mercado deles”, afirmou Trump.
Liberação de vistos e chegada à Flórida Na terça-feira (27), o Departamento de Estado dos EUA confirmou que os vistos para o senador e seus familiares foram aprovados, garantindo a entrada no país, embora o governo norte-americano não tenha confirmado oficialmente se ele já se encontrava em solo americano naquele momento. Veículos internacionais relataram que a viagem para a Flórida ocorreu para um encontro com seu irmão, Eduardo Bolsonaro.
Passagem pela Argentina e impasse com passaportes A movimentação internacional aconteceu após uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), emitida no domingo, exigindo a entrega dos passaportes do investigado. Como o prazo estipulado até as 11h de terça-feira não foi cumprido, autoridades confirmaram que o político deixou o Brasil.
A Direção Nacional de Migrações da Argentina registrou a entrada de Flávio Nantes Bolsonaro, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, Carolina Figueira Bolsonaro e Luiza Figueira Bolsonaro pela Ponte Internacional Tancredo Neves às 22h50 da última segunda-feira (27). O órgão argentino ressaltou que os quatro portavam documentos regulares e não possuíam restrições legais para cruzar a fronteira.
Alvo de inquéritos na Justiça A ordem para retenção dos documentos foi expedida em um procedimento judicial que apura supostos crimes de lavagem de dinheiro envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz, através de transações ligadas a empresas e casas de apostas. Ambos sustentam amizade, mas rechaçam a existência de sociedade empresarial ou qualquer conduta ilícita.
Adicionalmente, a Polícia Federal conduz outra apuração para verificar eventuais delitos no financiamento do filme “Dark Horse”, que aborda a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.






