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Jordânia bombardeia Estado Islâmico na Síria após massacre em igreja

Jordânia bombardeia Estado Islâmico na Síria em resposta a ataque contra igreja

A aviação militar da Jordânia executou bombardeios contra posições do grupo extremista Estado Islâmico no sul do território sírio. A ofensiva, realizada na noite de segunda-feira, resultou na morte de mais de 20 integrantes da organização terrorista, conforme balanço divulgado pelo governo jordaniano nesta terça-feira.

Retaliação a atentado brutal A investida militar serve como resposta direta a um ataque a tiros perpetrado contra uma igreja na Jordânia, episódio violento que resultou em nove mortos e 25 feridos.

Alvos e destruição no território sírio De acordo com o governo da Jordânia, as ações aéreas atingiram esconderijos extremistas situados nas Províncias sírias de Daraa e Suwayda. Segundo o porta-voz do governo jordaniano, Mohammed al-Momani, a operação também destruiu um grande depósito de armas atribuído ao Estado Islâmico.

Prisões e contexto do atentado O massacre aconteceu na última sexta-feira durante uma cerimônia fúnebre na Igreja Ortodoxa Grega, localizada no vilarejo de Hamoud, na Província de Karak. Na ocasião, atiradores invadiram o local e abriram fogo contra os presentes.

Na segunda-feira, as forças de segurança capturaram três suspeitos — dois irmãos e o cunhado deles — em um imóvel abandonado após intensa troca de tiros. Embora nenhuma facção tenha assumido a autoria do atentado, o rei Abdullah II prometeu uma resposta enérgica contra os culpados.

Confronto de dados e crise diplomática Em contrapartida ao relatório oficial da Jordânia, a Defesa Civil da Síria reportou que os bombardeios resultaram na morte de sete civis, entre eles três crianças e uma mulher.

O governo jordaniano lamentou as mortes de civis. Al-Momani afirmou que as forças do país adotaram precauções para evitar atingir áreas onde havia pessoas não envolvidas nos confrontos. Segundo ele, a operação se baseou em informações de Inteligência sobre ameaças contra a segurança da Jordânia.

O Ministério das Relações Exteriores da Síria condenou a ofensiva militar e classificou a ação como uma grave violação da soberania nacional, desmentindo Amã sobre uma suposta cooperação bilateral prévia. Como consequência imediata do embate, o governo sírio determinou o fechamento da passagem de Nassib, paralisando o fluxo de mercadorias e viajantes na principal fronteira terrestre entre os países vizinhos.

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