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Dólar cai a R$ 5,35 e Ibovespa recua após tombo histórico na bolsa

Dólar recua 0,97%, e Ibovespa cai 0,51% depois de tombo histórico

O dólar comercial fechou em baixa de 0,97% nesta terça-feira, 27, cotado a R$ 5,35, enquanto o Ibovespa, principal índice da B3, recuou 0,51%, encerrando aos 175.710,05 pontos. Os ativos nacionais continuaram assimilando os reflexos da eleição presidencial, após uma sessão anterior marcada por forte estresse nos mercados financeiros.

Na véspera, o Ibovespa despencou 13,88%, registrando a maior queda desde 2020 como reação à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com o tombo, as companhias listadas na Bolsa brasileira viram R$ 734 bilhões evaporarem de seu valor de mercado. Paralelamente, a divisa norte-americana disparou 8,36%, finalizando o pregão a R$ 5,4066.

Ajuste cambial e contratos futuros Nesta terça-feira, a moeda americana passou por um movimento de correção em meio à avaliação de agentes financeiros sobre os rumos da política econômica. O dólar à vista terminou o dia com retração de 1,07%, cotado a R$ 5,3488, levando o acumulado do ano a uma baixa de 2,55%. No mesmo sentido, o contrato futuro para novembro recuou 0,51% na B3, negociado a R$ 5,3505 no final da tarde.

Comportamento dos setores na bolsa

O desempenho das ações apresentou forte divergência entre os segmentos econômicos. O setor bancário, que iniciou o dia em terreno positivo, mudou de direção: o Bradesco caiu 1,38% e o Itaú recuou 1,2%. As petroleiras também fecharam no vermelho, pressionadas pela baixa do petróleo no exterior, com perdas de 2% nas ações preferenciais da Petrobras e de 1% na Prio, além de queda de 2% na Vale.

Em contrapartida, empresas de serviços públicos registraram ganhos, a exemplo da Sabesp, que avançou 1,03%, e da Equatorial, com alta de 1,32%. Entre as companhias voltadas ao consumo interno, o destaque ficou com o Magazine Luiza, que saltou 8,49% após despencar 60% na véspera, enquanto a Cury subiu 3,55%.

Alívio na curva de juros

Os juros futuros também cederam após a disparada registrada na segunda-feira, quando o Tesouro injetou R$ 14,8 bilhões no mercado para conter a alta das taxas. O Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2028 recuou de 14,905% para 14,36%, e o contrato para janeiro de 2030 caiu de 15,28% para 14,84%.

Apesar do alívio momentâneo, as taxas indicam que o cenário continuará exigente, com a curva precificando uma taxa Selic em 14% para o mês de janeiro.

Foco na política fiscal e articulação

O mercado mantém o monitoramento rigoroso sobre a condução das contas públicas e a formação da equipe econômica. Investidores buscam clareza sobre a capacidade do governo de garantir uma trajetória sustentável para a dívida pública, acompanhando os passos do Ministério da Fazenda na busca pelo centro da meta fiscal.

Para viabilizar sua governabilidade e pautas a partir de 2027, o presidente Lula intensifica a articulação política com lideranças legislativas, incluindo o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

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