A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial gerou reações diversas entre os políticos que disputaram o primeiro pleito. Enquanto alguns reconheceram a decisão popular, outros fizeram questionamentos sobre o processo e criticaram os rumos da disputa eleitoral.
Reações de Romeu Zema em Minas Gerais O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), que apoiou Flávio Bolsonaro no segundo turno, lamentou o resultado e fez acusações sem apresentar provas contra o petista. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele classificou a votação como “alarmista e mentirosa”.
“O Lula aplicou um golpe à la Venezuela, a mesma coisa que o seu companheiro e ditador fez lá prorrogando o prazo da eleição”, afirmou.
Zema também mencionou a atuação de sindicalistas e declarou: “Essa foi a eleição mais alarmista e mentirosa que eu já vi no Brasil, mas se é para somar para o lado deles vale tudo”.
Posicionamento de Ronaldo Caiado O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou que esperava uma renovação política no país, mas optou por respeitar a escolha da maioria dos eleitores brasileiros. A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa em Goiânia.
“Uma renovação. Era esse o ponto que todos nós lutamos favoravelmente a ele. Era buscar essa virada de página. Acreditamos nessa ideia. Mas nós, como democratas que somos, nos curvamos à decisão da maioria e à decisão da apuração. Essa sempre foi a nossa característica”, afirmou.
O governador eleito de Goiás, Daniel Vilela (MDB), também comentou o cenário e reforçou a importância do respeito à soberania popular, defendendo uma postura fiscalmente responsável do governo federal.
“A votação das urnas é soberana. Democratas como somos, temos que reconhecer o resultado das urnas, a vontade do povo brasileiro”, declarou.
Renan Santos descarta fraudes Por sua vez, o ex-candidato à Presidência Renan Santos (Missão) afastou qualquer boato sobre irregularidades no pleito e avaliou que a campanha de Lula foi forte, apontando que a rejeição ao bolsonarismo pesou no resultado final das urnas.
“Não teve fraude na eleição. Todo mundo que viu a campanha sabe que a campanha do petismo foi colossal. E a do bolsonarismo também foi”, afirmou.
Renan ainda acrescentou sua visão sobre o cenário político atual: “O antibolsonarismo é maior que o antipetismo. Acho que isso está provado”, declarou, além de apelar para que familiares impeçam atos de rua: “Não deixem as pessoas irem para as ruas. Estou falando sério, não deixem as pessoas correrem risco. Peço de coração”, afirmou.
Silêncio de Augusto Cury Enquanto as demais lideranças repercutiram o desfecho da eleição presidencial, Augusto Cury — que havia manifestado apoio a Flávio Bolsonaro na última etapa da disputa — permaneceu em silêncio e não se pronunciou sobre o resultado até o encerramento da apuração.






