Durante ato de campanha realizado nesta quarta-feira (21.out.2026), no Espaço Inter, em Guarulhos (SP), o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) classificou a administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como “fake” e declarou que o país está atualmente sem comando. O evento ocorreu a apenas quatro dias do segundo turno da disputa presidencial, agendado para o domingo (25.out).
Alianças políticas na reta final O comício contou com a presença de importantes aliados políticos, como o governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos), o prefeito de Guarulhos, Lucas Sanches (PL), o deputado federal eleito Lucas Pavanato (PL), além dos senadores eleitos por São Paulo Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL).
Críticas ao Judiciario e acusações sobre 2022 Falando para uma plateia de simpatizantes, o senador sustentou que o atual chefe do Executivo divide o poder com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, a quem atribuiu a responsabilidade pela vitória na disputa de 2022.
“Até porque o Lula teve que compartilhar sua presidência com o Alexandre de Moraes, que ele deve a eleição dele ao Alexandre de Moraes. Em 2022, se não fosse o Alexandre de Moraes, Lula, você não estava sentado nessa cadeira”, declarou.
Promessas para a Suprema Corte No palanque, o postulante ao Planalto assumiu o compromisso de nomear para a Corte máxima nomes que “respeitam a Constituição, que sejam contra as drogas, que sejam contra o aborto”. Ele também expressou oposição a uma arguição protocolada pelo Psol no tribunal que busca liberar a interrupção da gravidez até a décima segunda semana.
O parlamentar citou posicionamentos anteriores sobre o tema e alertou que novas cadeiras preenchidas pelo atual governo poderiam consolidar um entendimento favorável à pauta no colegiado.
“Já tem 2 votos contra a vida no Supremo. Com mais 4, Lula, a maioria, o aborto vai ser liberado pelo Supremo”, disse.
Uso de verbas federais e cobranças a governadores O candidato do PL ainda acusou o governo federal de empregar recursos do orçamento como mecanismo de coerção política. De acordo com o relato, fundos voltados à área da saúde em território paulista teriam sido retidos, forçando o prefeito Ricardo Nunes (MDB) a buscar intervenção judicial.
Outros episódios envolvendo chefes de Executivo estadual também foram abordados no discurso, incluindo uma suposta fala direcionada ao governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos).
“Cleitinho, você fica quietinho, porque senão Minas Gerais vai virar um cemitério de obras”, teria afirmado o presidente, segundo o relato de Flávio, que classificou a frase como uma intimidação aos mineiros. O político mencionou ainda um suposto episódio com o catarinense Jorginho Mello (PL) no qual o presidente exigiria que o agronegócio “se ajoelhasse a seus pés” e adjetivaria habitantes de Santa Catarina.
“O Brasil cansou de um presidente que governa com o fígado, com raiva, com ódio, com perseguição”, afirmou.






