Os eleitores brasileiros participaram neste domingo (25) do segundo turno das Eleições 2026 para definir o novo presidente da República em uma disputa direta entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Como funciona a contagem de votos
Segundo a Constituição Federal, sai vitorioso o candidato que alcançar a maioria dos votos válidos, o que representa mais da metade do total de sufrágios direcionados aos concorrentes, excluindo os brancos e nulos.
Dessa forma, não existe um quantitativo fixo estabelecido por lei para definir o vencedor do pleito. O total necessário varia conforme o comparecimento da população às urnas e a quantidade exata de votos válidos apurados.
Simulação da maioria absoluta no segundo turno
Com apenas dois nomes na disputa, a vitória fica com quem obtiver a preferência da maior parcela do eleitorado que votou nos candidatos. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é o órgão responsável por consolidar esses dados oficiais.
Para ilustrar a regra, em um cenário simulado com 120 milhões de votos válidos, o postulante ao cargo precisaria alcançar ao menos 60.000.001 sufrágios para superar a marca de 50%. Outras projeções indicam que, com 100 milhões, seriam exigidos 50.000.001; com 110 milhões, 55.000.001; e com 130 milhões, 65.000.001.
O papel dos votos brancos e nulos
Conforme o artigo 77 da Carta Magna, apenas a soma das escolhas feitas diretamente para os postulantes ao cargo entra na conta final.
Dessa maneira, os votos brancos e nulos não interferem no resultado e não são repassados a nenhum dos concorrentes. Caso 130 milhões de pessoas compareçam, mas ocorram 10 milhões de abstenções desse tipo, somente os 120 milhões restantes serão computados para decidir quem comandará o país.






