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Trump vota antecipadamente na Flórida e volta a atacar urnas

Eleição nos EUA: Trump vota antecipadamente e cita fraudes sem provas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participou da votação antecipada na Flórida no sábado (24.out.2026), de olho nas eleições de meio de mandato agendadas para o dia 3 de novembro, responsáveis por definir o controle do Congresso norte-americano.

Críticas ao pleito e agenda de campanha

Após registrar seu voto em Palm Beach, nas imediações de sua residência em Mar-a-Lago, acompanhado por Melania Trump, o chefe do Executivo seguiu rumo à Geórgia para um comício político. Antes de deixar o local, Trump renovou os ataques contra a segurança do escrutínio no país, mencionando supostas irregularidades em Los Angeles e aludindo a fraudes generalizadas no pleito de 2020, embora não tenha apresentado nenhuma evidência.

Anteriormente, o mandatário sugeriu que republicanos assumissem o comando da votação em zonas específicas e defendeu a “nacionalizar” as eleições, mesmo que a Carta Magna americana determine que a gestão do processo eleitoral seja competência exclusiva dos Estados.

Desafios econômicos e baixas taxas de aprovação

Às vésperas das chamadas midterms, Trump acumula o índice de aprovação mais baixo do século para o período, marcando apenas 33% de apoio popular, um cenário que ameaça a hegemonia republicana tanto na Câmara quanto no Senado.

O desgaste da legenda é agravado por fragilidades econômicas decorrentes do conflito contra o Irã iniciado em 28 de fevereiro. A inflação no país atingiu o ritmo mais intenso em três anos, impulsionada pelo encarecimento dos combustíveis que impacta diretamente os gêneros de primeira necessidade.

A paralisação do tráfego no estreito de Ormuz intensificou a alta nos preços da gasolina, ampliando o desgaste perante o eleitorado. Em meio à crise, o presidente chegou a declarar que “ama a inflação” e prometeu a normalização dos valores com o encerramento das hostilidades. Desde julho, o governo passou a exigir cortes imediatos nos combustíveis por parte dos postos.

Ceticismo sobre o resultado das urnas

Um levantamento conduzido pelo Washington Post, em parceria com a ABC News e a Ipsos e divulgado em 20 de outubro, aponta que 70% dos cidadãos dos Estados Unidos duvidam que o republicano reconhecerá o resultado caso sua sigla seja derrotada.

A incerteza alcança até mesmo a base aliada: 36% dos eleitores republicanos duvidam que o presidente admita uma eventual derrocada. Entre os eleitores independentes, o índice sobe para 77%, enquanto entre os democratas atinge 94%. A pesquisa ocorreu entre os dias 9 e 13 de outubro de 2026, coletando respostas de 2.545 adultos pela internet, com margem de erro geral de 2 pontos percentuais e 2,8 pontos específicos para a lisura eleitoral.

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