O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou, neste domingo (25), que seu grupo político mantém cautela em relação ao atual chefe do Executivo, ao mesmo tempo em que projeta o triunfo de seu irmão, o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), na disputa do segundo turno contra o presidente Lula (PT). O cenário foi comentado durante um encontro com eleitores brasileiros em seções eleitorais localizadas em Miami, nos Estados Unidos.
Expectativa para o segundo turno
Durante o evento com apoiadores no exterior, o ex-parlamentar frisou que o clã não menospreza a força política do atual mandatário, embora demonstre bastante otimismo quanto ao resultado das urnas para a sucessão presidencial.
“A gente nunca subestima nossos adversários. Mas estamos confiantes de que teremos a vitória”Eduardo Bolsonaro (PL)
Situação jurídica e exílio nos Estados Unidos
Embora estivesse presente nos locais de votação estrangeiros, o ex-integrante da Câmara dos Deputados não pôde exercer seu direito ao voto devido à suspensão de seus direitos políticos, decretada após uma condenação emitida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
No mês de junho, o político recebeu uma pena de quatro anos e dois meses de reclusão pelo crime de coação no curso do processo. A sentença decorreu de suas articulações para obter sanções do governo norte-americano contra figuras públicas do Brasil e pressionar a Suprema Corte durante julgamentos ligados ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A condenação transitou em julgado em outubro, ocasião em que o ministro Alexandre de Moraes ordenou a emissão de um mandado de prisão.
Perda de mandato e mudança de país
Desde 2025, o ex-parlamentar reside em território norte-americano, para onde se mudou após deixar o Brasil a fim de articular medidas punitivas estrangeiras contra membros do STF. Além da condenação criminal, ele também perdeu o cargo de deputado federal em decorrência de faltas excessivas às reuniões deliberativas da Câmara.






