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Lula anuncia que pedirá prisão de prefeitos por corte de ônibus no domingo de eleição

Lula diz que pedirá prisão de “prefeito bandido”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou neste domingo (25.out.2026) que pretende acionar a Justiça para solicitar a prisão de gestores municipais que diminuíram a circulação de transporte público durante o pleito. A fala ocorreu em frente à sua residência, localizada no bairro Alto de Pinheiros, zona oeste de São Paulo, onde o chefe do Executivo federal conversou com profissionais da imprensa.

Acusações contra gestores municipais

Durante o pronunciamento, o presidente apontou falhas logísticas em várias capitais e municípios do país, indicando que a frota foi reduzida de propósito para atrapalhar o acesso dos cidadãos às urnas. Sem citar nomes inicialmente, ele mencionou os gestores de Ricardo Nunes (MDB), em São Paulo, além de Bruno Reis (Salvador) e José Ronaldo (Feira de Santana), ambos filiados ao União Brasil, fazendo críticas severas também a empresários e autoridades envolvidos.

De acordo com o petista, a capital paulista teve uma baixa drástica onde “quase 40% dos ônibus foram tirados de circulação”. A lista de locais afetados incluiu ainda Salvador, Petrópolis, Teresina, Feira de Santana, Lauro de Freitas, Recife, Maceió, João Pessoa e até mesmo a interrupção de travessias por balsa no estado do Pará.

Medidas jurídicas e extensão da votação

O mandatário classificou o cenário observado no dia da votação como inaceitável e comparou sua postura em pleitos anteriores com a atual gravidade dos fatos. “Eu nunca reclamei de nada em eleição. Perdia ou ganhava, eu me aquietava e me preparava para outra”, afirmou. O presidente definiu o episódio como “abominável” por restringir o direito democrático da população.

Diante dos prejuízos causados aos eleitores, o governo acionou o poder judiciário. “Nós estamos entrando com um pedido para a Suprema Corte, para que ela possa prorrogar o processo eleitoral”, afirmou. Posteriormente, o plano do governo inclui punições severas aos responsáveis por fraudar a logística pública. “Depois das eleições, o próximo passo é pedir a prisão desses prefeitos por crime eleitoral”, disse.

Situação em Salvador e recado final

O chefe de Estado também mencionou o caso envolvendo a gestão soteropolitana, cuja ordem de prisão contra o secretário de Transporte não foi cumprida de imediato devido à localização do suspeito no exterior. “A Justiça mandou preending o secretário de Transporte de Salvador, mas me parece que ele está em Paris. Me parece que ele está em Paris, então ele não vai ser preso, porque ele está em Paris. Nós vamos ter que prendê-lo quando ele voltar”, afirmou.

Por fim, o presidente fez um apelo para que a população não abandonasse seus locais de votação e reforçou o tom duro contra os envolvidos no esquema. “Nós não vamos aceitar banditismo, mau-caratismo, nem de prefeito, nem de governador e nem de empresário”, concluiu.

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