A intenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de iniciar um eventual quarto mandato, previsto para 5 de janeiro de 2027, com uma estrutura de 40 pastas ministeriais provocou forte reação de parlamentares contrários ao governo federal.
Repercussão entre parlamentares A repercussão negativa ocorreu no sábado, 7 de novembro de 2026, logo após a divulgação de que o quantitativo representará o maior inchaço na Esplanada dos Ministérios desde o período da redemocratização brasileira.
Comparação com gestões anteriores O patamar máximo atual pertence à ex-presidente Dilma Rousseff, que administrou o país com 39 pastas em seu segundo mandato. Por sua vez, o atual chefe do Executivo iniciou sua terceira gestão com 37 ministérios, superando com folga os 21 estabelecidos na gestão de Fernando Collor. Atualmente, a administração conta com 38 pastas, mas o petista prometeu durante a campanha eleitoral a criação dos ministérios da Segurança Pública e do Idoso.
Críticas nas redes sociais Diante do cenário, o líder da Oposição no Senado, Rogério Marinho, usou as redes sociais para criticar a proposta ao publicar uma imagem que retratava o presidente trajado como um sultão, fazendo referência direta ao conto clássico “Ali Baba e os 40 ladrões”. Junto à montagem, o parlamentar escreveu: “Lula e seus 40 ministros. Deus salve o Brasil.”
Questionamentos sobre a gestão Na mesma linha, o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, divulgou uma peça visual semelhante e destacou que o ex-presidente Jair Bolsonaro operou com um teto de 23 ministérios. Em sua postagem, o deputado questionou: “A pergunta é: faltam ministérios para resolver os problemas do Brasil ou sobra gente querendo uma cadeira no governo?”.
O deputado federal eleito Lucas Pavanato também se manifestou sobre o tema ao republicar o infográfico com os dados das pastas e ironizar: “Calma… é tudo pela democracia!”.






