Com uma trajetória de 64 anos na região Norte, a Platon Energia busca expandir o seu serviço de abastecimento de veículos elétricos para além da capital amapaense, mirando o desenvolvimento das cidades do interior. A empresa foi a pioneira na instalação de pontos de recarga no Amapá e hoje administra dez unidades no território estadual, divididas entre carregadores rápidos — capazes de completar a carga em cerca de 45 minutos — e convencionais, que levam aproximadamente 5 horas.
Desafios na infraestrutura e expansão
Atualmente, quatro desses postos estão localizados em Macapá, enquanto os outros seis atendem municípios como Tartarugalzinho e Oiapoque. O principal obstáculo enfrentado pela companhia para levar o serviço a mais localidades é a escassez de suporte técnico adequado, conforme explicou Paulo de Tarso Dias, CEO da Platon Energia.
“O Amapá passou por uma situação energética muito difícil uns anos atrás. Passamos por um apagão. A empresa Equatorial tem tentado fazer as obras para que se possa chegar uma energia de qualidade para atender um carregador desse, só que a maioria das comunidades ainda não têm isso”, disse Paulo de Tarso.
Apesar das barreiras logísticas e energéticas, a expectativa da diretoria é ambiciosa: a meta é fazer com que os postos de abastecimento elétrico representem a principal atividade da companhia até o encerramento do ano.
Negócios e a nova fronteira do petróleo
Paralelamente ao avanço da eletromobilidade, a descoberta de petróleo no poço Morpho pela Petrobras, anunciada em agosto de 2026 a 175 km da costa de Macapá, abriu espaço para novas discussões econômicas no Estado. A área faz parte da chamada Margem Equatorial brasileira, faixa marítima que vai do Amapá ao Rio Grande do Norte.
Sobre a exploração petrolífera, o executivo avalia que a iniciativa é positiva, mas pondera que deve ocorrer de “maneira organizada”, garantindo a priorização de empresas da região para que “o povo amapaense desfrute do que é o Amapá”.
Embora ainda não exista nenhum contrato formalizado, representantes da Platon Energia já mantiveram tratativas com executivos da estatal com o objetivo de oferecer soluções sustentáveis.
“Já sentamos com eles para tratar de viabilidade técnica É possível colocar painéis solares neste local? Fazemos os estudos e falamos se é possível. A Platon prefere atuar de uma maneira mais direta dentro da parte da certificação. Não somos uma empresa que está fazendo tanto projeto manual. Fazemos escopos para projetos e testamos a viabilidade”, afirmou Paulo de Tarso Dias.
Além disso, a companhia já prestou consultorias voltadas à aplicação de energias limpas em embarcações e estruturas portuárias. “É importante que tenha uma viabilidade de bateria ou painéis solares nos próprios barcos. Existem alguns estudos que vão ser implementados para fazer uma área de painéis solares nos estaleiros”, concluiu.






