Home / Saúde / Mpox no brasil: governo amplia pedido de vacinas para 25 mil doses

Mpox no brasil: governo amplia pedido de vacinas para 25 mil doses

Após alta de casos de mpox, Padilha anuncia 25.000 doses para vacinação

O governo brasileiro aumentou de 20.000 para 25.000 a quantidade solicitada de vacinas contra a mpox, conforme revelado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, neste domingo (8.nov.2026). A declaração foi publicada nas redes sociais durante a chegada do chefe da pasta à Turquia para cumprir agenda na COP31.

Gestão de estoques e imunização fracionada A demanda foi formalizada junto à Opas (Organização Pan-Americana da Saúde), direcionada ao único fabricante detentor de imunizantes pré-validados pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

Para otimizar o estoque disponível, o SUS (Sistema Único de Saúde) recebeu diretrizes para empregar a modalidade intradérmica em públicos específicos. O método possibilita dividir um único frasco em até 5 aplicações, multiplicando a capacidade de atendimento da campanha.

Cenário epidemiológico nacional Os registros da doença em 2026 somam 665 ocorrências, um volume aproximadamente 94% menor em comparação com o surto de 2022, que acumulou cerca de 11.000 infectados. Conforme apontado pelo ministro, a rede de monitoramento detectou elevação de diagnósticos em determinadas capitais, embora os patamares sigam distantes dos picos anteriores. Como resposta imediata ao crescimento de diagnósticos, a pasta enviou um lote extra de 2.000 doses direcionadas ao estado do Rio de Janeiro.

Públicos prioritários e regras de aplicação Seguindo diretrizes da OMS, a campanha não contempla imunização generalizada da população. A distribuição obedece a uma ordem estrita de risco:

  • 1º grupo: pessoas com HIV/aids, a partir de 18 anos, com contagem de CD4 inferior a 100;
  • 2º grupo: pessoas com HIV e CD4 inferior a 200, usuários de PrEP (profilaxia pré-exposição ao HIV) e profissionais de laboratório que manipulam amostras de mpox;
  • 3º grupo: pessoas que vivem com HIV.

Indivíduos que passaram por exposição de risco com casos sob suspeita ou confirmados também ganham direito à proteção, desde que haja liberação da vigilância epidemiológica. A recomendação aponta que a picada da agulha aconteça preferencialmente em um intervalo de até 4 dias após o contato, estendendo-se até o limite de 14 dias. O protocolo completo compreende duas aplicações para maiores de 18 anos, respeitando um espaço de 28 dias entre elas.

Sintomatologia e medidas preventivas O quadro clínico da mpox engloba feridas na pele e mucosas — abrangendo áreas genitais e anais —, acompanhadas de febre, cefalalgia, mialgia, calafrios, fadiga e inchaço nos gânglios linfáticos. O período de incubação varia de 3 a 16 dias após a exposição ao agente infeccioso.

Como forma de prevenção, a recomendação oficial orienta abster-se de proximidade física com infectados, recusar o compartilhamento de utensílios pessoais, vestimentas e roupas de banho, além de higienizar as mãos com frequência. Casos suspeitos precisam buscar atendimento médico imediato e se isolar. A gravidade da infecção tende a ser maior em imunossuprimidos, reforçando a necessidade de manter o tratamento antirretroviral e a carga viral zerada para evitar complicações.

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *