Home / Brasil / Moradora abandona sítio em Corumbá após ataques frequentes de onça-pintada

Moradora abandona sítio em Corumbá após ataques frequentes de onça-pintada

'Toque de recolher às 17h': medo de onças faz moradora abandonar sítio em Corumbá após nova 'visita' de felino; VÍDEO

A invasão constante de grandes felinos a uma propriedade rural em Corumbá, no Mato Grosso do Sul, levou uma moradora a abandonar o próprio lar. O caso mais recente ocorreu na última quinta-feira (5), quando uma câmera de segurança flagrou o animal se aproximando lentamente da residência e chegando a deitar perto da casa.

Medo constante e toque de recolher no Pantanal O avistamento frequente de onças-pintadas tem gerado pânico na região localizada às margens da rodovia Ramão Gomes, rota que liga o Brasil à Bolívia. Em outubro, um cachorro já havia sido atacado e outra onça de grande porte rondou o imóvel. Gerson de Souza Alves, morador do local, detalha a rotina de medo imposta pela presença dos animais.

“Escutamos os latidos desesperados dos cachorros. Acordamos e vimos que ela estava rondando a casa, perto da nossa varanda. Os cachorros ficam nesse espaço, que cercamos justamente por esse motivo. Apertamos a buzina para afugentá-la, e ela correu para o mato, mas só depois de muita insistência”, relatou Gerson.

Segundo o morador, a situação é insustentável e a família perdeu a liberdade dentro de casa.

“Desde junho, nós não temos liberdade. Às 17h é o nosso toque de recolher, e ficamos presos até o outro dia. Nós nos sentimos muito abalados, inseguros, com medo e desamparados, pois sabemos que existem órgãos competentes para esse tipo de situação. Porém, nada foi feito”, acrescentou.

Cobrança por medidas dos órgãos ambientais Diante da falta de soluções práticas, os moradores criticam a atuação das autoridades de proteção ambiental. A principal reivindicação da comunidade local é a captura e o transporte dos felinos para áreas mais distantes da zona urbana e residencial.

“Monitorar por câmeras e vir aqui em casa fazer visitas ou rondas depois que ela aparece não é o que nós, como cidadãos, esperávamos como solução”, criticou.

Mudança e isolamento no sítio Sem perspectivas de melhora na segurança, a esposa de Gerson optou por se refugiar na casa da filha, levando consigo os animais de estimação e pertences pessoais.

“Ela viu que, depois de todos esses meses, nada foi resolvido. Então, como sempre dizem nas reportagens que estamos no lugar errado, ela decidiu sair, porque percebeu que não há como disputar o espaço com um animal protegido e intocável. Eu continuo aqui por causa de parte das minhas coisas que ainda estão na propriedade, mas agora estou totalmente sozinho”, lamentou.

Orientações de segurança da Polícia Militar Ambiental Para evitar conflitos entre humanos e grandes felinos no Pantanal, a Polícia Militar Ambiental (PMA) recomenda uma série de cuidados preventivos nas propriedades:

Proteger animais de estimação: Recolher cães de pequeno e médio porte e gatos para dentro de casa ou recintos seguros durante a noite. Gestão de resíduos: Evitar deixar lixo exposto ou carcaças de animais próximos às residências, além de descartar os resíduos perto do horário da coleta. Manejo da vegetação: Manter os lotes limpos e cortar a vegetação densa ao redor das casas para eliminar possíveis abrigos para os animais silvestres.

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *