O tráfego nas estradas do interior paulista tem exigido mais cuidado dos motoristas após o avanço de ocorrências envolvendo animais nas pistas administradas pela Arteris Intervias.
Crescimento nos resgates
Entre janeiro e agosto de 2026, o serviço de captura em três vias que cortam municípios próximos a São Carlos registrou 112 chamados, superando os 93 casos contabilizados no mesmo período do ano passado, o que representa uma alta de 20,4%.
Em toda a extensão de 380 quilômetros sob responsabilidade da empresa, o total de atendimentos passou de 127 para 157, elevando o índice em 23%. O principal fator por trás desse cenário é a circulação de bichos de grande porte, como bovinos e cavalos, nas imediações do asfalto, elevando consideravelmente o perigo de colisões graves.
Situação por rodovia
A Rodovia Vicente Botta/Dr. Paulo Lauro (SP-215), que atende localidades como Descalvado, Casa Branca, Santa Cruz das Palmeiras, Porto Ferreira e São Carlos, contabilizou 55 resgates frente aos 44 anteriores, subindo 20%.
Na Rodovia Anhanguera (SP-330), cruzando Pirassununga e Leme, o salto foi de 38 para 49 ocorrências, correspondendo a um crescimento de 29%. Em contrapartida, a Rodovia Wilson Finardi (SP-191), entre Araras e Rio Claro, apresentou recuo, indo de nove para oito casos, queda aproximada de 11%. Entre todas as espécies, a quantidade de cavalos capturados foi a que apresentou a maior escalada, disparando 225%.
Programa de adoção e cuidados
Para amparar os pets resgatados que não encontram seus tutores, a concessionária mantém a iniciativa “Me Adota”. No momento, cerca de 30 cães de diferentes idades e portes esperam por um novo lar. Todos passam por triagem médica, ganham alimentação adequada, monitoramento clínico e alguns já deixam o espaço castrados. O catálogo com fotos e dados dos animais pode ser conferido diretamente na página web da ação.
As equipes de patrulhamento monitoram o trecho ininterruptamente, 24 horas por dia, com o suporte tecnológico do Centro de Controle Operacional (CCO).
Consequências legais
A Polícia Ambiental alerta que deixar bichos soltos ou abandonados é crime. A Lei Federal nº 9.605/98 tipifica como maus-tratos qualquer conduta que provoque sofrimento, abrangendo desde o abandono e agressões até a privação de comida, água, higiene ou assistência médica.
Para infrações cometidas contra cães e gatos, a legislação estabelece pena de reclusão de dois a cinco anos, além de multa e perda definitiva do direito de guarda, podendo haver agravamento da sanção caso o animal venha a falecer.






