O Senado do Paraguai aprovou, nesta sexta-feira (6), o impeachment do presidente Santiago Peña, em meio ao escândalo envolvendo o fechamento do banco Ueno. Peña, de 47 anos, assumiu o cargo em abril de 2023, sucedendo Mario Abdo Benítez na Presidência do Paraguai, ambos integrantes da mesma legenda.
Ideologia e alinhamentos internacionais Filiado ao Partido Colorado, de direita, Peña é reconhecido no cenário político como uma figura tecnocrática, pró-mercado e com postura conservadora em pautas morais, posicionando-se contra o aborto e o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Sua gestão adotou proximidade com líderes como Donald Trump e Javier Milei, embora mantendo um discurso menos agressivo.
Origem da crise institucional A derrocada que culminou no seu impeachment teve início com a paralisação das atividades do banco digital Ueno, situação que deixou uma imensidão de correntistas bloqueados de seus recursos financeiros. Como o político já atuou como acionista do conglomerado proprietário da empresa, adversários políticos passaram a imputar ao Banco Central paraguai omissão e acobertamento de ilegalidades.
Formação e trajetória econômica Antes de chegar ao comando do país, Santiago Peña construiu uma carreira sólida na área econômica, obtendo diploma pela Universidad Católica Nuestra Señora de Asunción e ingressando inicialmente no Banco Central paraguaio. Na sequência, concluiu pós-graduação na Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, e integrou o quadro de funcionários do Fundo Monetário Internacional (FMI) aos 30 anos, atuando especificamente no departamento voltado à África.
Retorno à política nacional De volta ao Paraguai após a experiência internacional, ele reassumiu funções no Banco Central e, posteriormente, exerceu o cargo de ministro da Fazenda entre 2015 e 2017, durante a gestão do ex-presidente Horácio Cartes, período em que se integrou ao Partido Colorado, tradicional agremiação paraguaia. Terminada a passagem pela pasta ministerial, passou a integrar a instituição financeira pertencente ao seu antigo superior.
Vida pessoal e histórico eleitoral Em sua trajetória nas urnas, a vitória de 2023 sobre Efraín Alegre representou sua segunda tentativa ao Executivo, visto que em 2018 havia sido derrotado nas primárias internas pelo seu antecessor, Mario Abdo Benítez. No âmbito pessoal, teve seu primeiro filho aos 17 anos, ainda no período escolar, e mantém união conjugal com Leticia Ocampo, com quem teve outro herdeiro.






