O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (6.nov.2026) que a população de baixa renda não será penalizada pelas medidas de equilíbrio das contas públicas, rebatendo as críticas direcionadas à política econômica de sua gestão.
Compromisso social e contas públicas
Durante encontro do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), no Ministério de Minas e Energia, o chefe do Executivo defendeu a atuação de sua equipe e questionou os questionamentos sobre o controle de gastos estatais.
“A única coisa que ele tem que saber é que o pobre não pagará a conta. A única coisa que ele tem que saber é que nós não levaremos o povo pobre a nenhum sacrifício”, declarou.
O mandatário também desafiou os críticos ao questionar: “Alguém pode falar que esse governo não tem responsabilidade fiscal?”. Na mesma linha, acrescentou: “Ninguém nesse país pode falar mais de responsabilidade fiscal do que a minha equipe econômica”.
Comparação de indicadores e endividamento
Durante o discurso, o presidente pontuou que assumiu o país com um déficit de 2,8% e que agora encaminha o orçamento com superávit, embora a fala não especifique se o cálculo considerou o resultado primário ou nominal.
Sobre a dívida pública, o político argumentou que o endividamento é válido para financiar o desenvolvimento nacional, desde que haja capacidade de quitação.
“Você pode fazer uma dívida, desde que você possa pagar”, afirmou, citando projetos em ferrovias, estradas, pontes e aeroportos.
Contexto econômico e reuniões políticas
O pronunciamento ocorreu um dia após o Comitê de Política Monetária (Copom) interromper a trajetória de cortes e manter a Selic em 13,75%. A dívida pública atual supera 80% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto o mercado pressiona por contenção de despesas.
Na véspera, Lula reuniu 11 aliados no Palácio da Alvorada para debater os rumos da economia, avaliando que a discussão não deve se limitar ao corte de gastos e ao superávit, mas incluir também o impacto dos juros.
Narrativa governista e crítica à imprensa
Por fim, o presidente cobrou que os membros de sua gestão adotem uma postura mais ativa na divulgação de realizações.
“Nós temos que criar a nossa narrativa. E nós temos que aprender a divulgar as coisas que nós fazemos”, declarou.
Ao comentar a cobertura da mídia, o chefe de Estado argumentou que os veículos evitam elogios para não parecerem governistas.
“A imprensa, ela acha que se ela fala bem, ele é chapa branca. Então ela tem que ser crítica”, concluiu.






