O presidente da República deu os primeiros sinais concretos de adesão a um plano de reequilíbrio das contas públicas, prometendo rigor fiscal para atrair capital estrangeiro e nacional.
Reunião ministerial no Palácio da Alvorada Durante encontro com auxiliares e economistas na quinta-feira (5), a administração federal descartou alternativas mirabolantes para a economia e optou por seguir as diretrizes defendidas pelo secretário-executivo da Fazenda.
“A reunião foi produtiva, desanuviou as ideias do presidente e do vice sobre propostas mágicas e alinhou o discurso interno”, disse um participante do encontro, acrescentando que o presidente deu sinal verde para que os ministro Dario Durigan e Bruno Moretti fechem as medidas para garantir superávit primário, sem exceções, mantendo todos os programas sociais.
Debate sobre propostas econômicas Ideias como a de André Lara Resende, que sugeria o tabelamento de juros e metas, acabaram rejeitadas pelo alto risco em um cenário de inflação influenciada por fatores climáticos e novos modelos de jornada trabalhista.
“A reunião foi produtiva”, disse um participante do encontro, acrescentando que a conversa dissipou incertezas da cúpula do governo.
Próximos passos e pronunciamento oficial O retorno do mandatário ao país está previsto para a semana seguinte, após passagens pela Turquia e Filipinas, momento em que as medidas definitivas serão analisadas.
Antes disso, um pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão está programado para domingo (8), com foco na pacificação nacional e na promessa de estabilidade econômica, embora sem o detalhamento de novas normas.






