O estrategista político Stephen Miller foi nomeado nesta sexta-feira (6) como o novo chefe de gabinete adjunto da Casa Branca. Aos 41 anos, o advogado assume uma posição de destaque na administração após atuar como o principal arquiteto das ações mais severas de controle migratório durante o primeiro mandato de Donald Trump.
Histórico de medidas duras na fronteira Entre as iniciativas concebidas por Miller na gestão anterior destacam-se a construção do muro na fronteira com o México e a controversa proibição de entrada para cidadãos de nações com maioria muçulmana.
Além disso, ele teve participação direta na implantação da política de tolerância zero em 2018. A medida resultou na separação de milhares de crianças migrantes de suas famílias na divisa com o território mexicano, gerando fortes condenações de entidades internacionais como a ONU. Relatórios apontam que centenas de menores de idade afetados até hoje não conseguiram reencontrar seus pais.
Planejamento de deportações em massa Durante a mais recente campanha presidencial, Miller atuou na redação de discursos e na formulação de diretrizes migratórias extremas. Nos últimos anos, o assessor concentrou seus esforços jurídicos na estruturação da maior operação de deportação em massa da história norte-americana, uma das principais promessas da campanha republicana.
Trajetória e início na política Nascido em 23 de agosto de 1985 em Santa Monica, na Califórnia, Stephen Miller cresceu em uma família judia e concluiu sua graduação em Ciências Políticas na Universidade Duke em 2007.
Sua militância conservadora começou na adolescência. Aos 16 anos, publicou uma carta criticando o patriotismo em sua escola e exigindo que estudantes latinos se comunicassem exclusivamente em inglês no ambiente escolar. Na universidade, integrou organizações de direita e se opôs a pautas de inclusão social.
Ascensão em Washington Após concluir os estudos superiores, Miller iniciou sua trajetória nos bastidores de Washington como assessor de congressistas republicanos.
Um dos principais parlamentares com quem colaborou foi o ex-senador Jeff Sessions, do Alabama, figura amplamente reconhecida por sua postura inflexível em relação aos fluxos migratórios no país.






