O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) declarou nesta quinta-feira (5.nov.2026) que não tem receio de ser obrigado a deixar o território norte-americano. A manifestação ocorreu logo após o Partido Democrata garantir a vitória nas eleições de meio de mandato, realizadas na última terça-feira (3.nov).
Situação migratória regular
Durante a Cpac (Conferência de Ação Política Conservadora), realizada na Flórida, o político conversou com o influenciador conservador Joey Mannarino e garantiu que sua permanência no país está assegurada de forma legal.
“Não estou com medo. Minha situação é 100% legal, assim como a do meu irmão e de sua família”, declarou o ex-parlamentar.
Controle legislativo e vistos
O posicionamento de Eduardo Bolsonaro surgiu após os democratas assumirem o comando da Câmara e do Senado nos Estados Unidos. O resultado adverso enfraqueceu a base de sustentação parlamentar do presidente Donald Trump, filiado ao Partido Republicano.
Apesar da mudança de cenário no Congresso, o brasileiro argumentou que a autorização e a eventual revogação de vistos não são competências do Poder Legislativo norte-americano.
Histórico de residência e chegada do irmão
O ex-deputado reside nos Estados Unidos desde março de 2025 e obteve um green card em julho de 2026, documento oficial que garante o direito de residência permanente no país.
O evento conservador também contou com a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), irmão de Eduardo. Flávio desembarcou em solo americano em 28 de outubro, dias após ser derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da disputa presidencial brasileira. A viagem ocorreu sem que o senador cumprisse uma ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para a entrega de seus passaportes.
A edição da Cpac acontece entre os dias 4 e 7 de novembro na propriedade de Donald Trump em Mar-a-Lago, reunindo diversas lideranças políticas na Flórida.






