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Dólar recua e Ibovespa sobe após decisão do Copom sobre a Selic

Dólar cai depois de BC manter juros inalterados; Ibovespa opera em alta

O mercado financeiro brasileiro iniciou o pregão desta quinta-feira, 5, com otimismo, refletindo a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de interromper o ciclo de cortes na taxa básica de juros, mantendo a Selic em 13,75% ao ano. A medida, amplamente antecipada por analistas, sinaliza uma postura de cautela por parte da autoridade monetária, que optou por não encerrar totalmente as possibilidades de novos ajustes no futuro.

Comportamento do câmbio e da Bolsa

Por volta das 10h55, o dólar comercial registrava baixa de 0,33%, sendo cotado a R$ 5,434. Durante a manhã, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,427 e a máxima de R$ 5,473. No acumulado do ano de 2026, a divisa apresenta uma queda de 0,67%.

No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da B3, avançava 0,73%, alcançando 168.786,79 pontos. Esse movimento de alta dá continuidade ao fechamento positivo da véspera, quando o índice encerrou o dia com valorização de 1,23%. Até o momento, a Bolsa brasileira acumula uma alta de 4% em 2026.

Impactos da política monetária

A interrupção do ciclo de flexibilização, que havia começado em março deste ano, marca uma mudança de curso após o período eleitoral. A manutenção da taxa em 13,75% atende às projeções de cerca de 70% do mercado, que já esperava a pausa após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O Banco Central tem na Selic sua principal ferramenta de controle inflacionário, utilizando juros elevados para frear o consumo e estabilizar preços.

Sobre o cenário, Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad, pontua: “A manutenção da Selic inalterada em 13,75% ao ano veio em linha com as expectativas dos agentes financeiros, ajudando a trazer certa estabilidade ao início dos negócios”.

Perspectivas para o mercado

Além da decisão do BC, os investidores monitoram de perto a temporada de balanços do terceiro trimestre de 2026. Segundo Nossig, “Resultados de empresas de grande peso no índice, como o balanço positivo do Itaú, além de números importantes de companhias do setor de varejo, construção e energia, ajudam a ditar o ritmo das compras na bolsa”.

O cenário externo também desempenha um papel fundamental. Conforme explica a especialista: “O panorama internacional oferece suporte adicional para a recuperação da Bolsa brasileira nesta abertura”. Ela complementa que “Os mercados globais operam tentando sustentar o bom humor enquanto digerem os desdobramentos das eleições nos EUA e aguardam a divulgação de novos dados sobre o mercado de trabalho norte-americano, fundamentais para traçar o futuro da política monetária daquele país”.

Sobre o reflexo imediato no câmbio, Nossig finaliza: “Refletindo esse ambiente externo mais propenso ao risco, o dólar comercial iniciou a sessão em queda frente ao real, interrompendo momentaneamente as fortes pressões de alta registradas nos pregões anteriores”. A próxima reunião do Copom, que encerrará o calendário de decisões de 2026, está agendada para os dias 8 e 9 de dezembro.

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