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Beira-Rio homenageia Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha, após morte aos 70 anos

Jornalista esportivo Guerrinha é homenageado no Beira-Rio após morte aos 70 anos

O comentarista esportivo Adroaldo Guerra Filho, conhecido popularmente como Guerrinha, faleceu na última quarta-feira (28) aos 70 anos e recebeu uma emocionante homenagem no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, momentos antes da partida entre Internacional e Coritiba realizada na noite desta terça-feira (3).

Homenagem no estádio Beira-Rio A imagem do comunicador foi projetada no telão da arena esportiva e o público presente prestou uma salva de palmas reverenciando sua memória antes do apito inicial pelo Campeonato Brasileiro. O caixão do jornalista, que era torcedor declarado do clube colorado, foi velório coberto por uma bandeira oficial do Sport Club Internacional.

Entidades lamentam perda O Grupo RBS emitiu um comunicado oficial sobre o falecimento do profissional: “Com profundo pesar, comunicamos o falecimento do colega Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha, aos 70 anos, em decorrência de uma infecção pulmonar que evoluiu para um quadro generalizado. Um dos mais celebrados comentaristas esportivos do Rio Grande do Sul, o comunicador era uma referência dentro e fora da RBS, tendo o bom humor como uma de suas marcas. Guerrinha começou sua carreira na comunicação no mundo das corridas de cavalo, com passagem pelo extinto Jornal Hoje, da RBS, Folha da Manhã e Correio do Povo. Em 1983, retornou à empresa para escrever sobre o tema em Zero Hora. Dez anos depois, migrou para a cobertura de futebol, com foco no Internacional, seu time do coração. Ganhou os microfones da Gaúcha em 1999 e, no ano seguinte, estreou a coluna Guerra Total, no Diário Gaúcho. Sua história com o Sala de Redação começou em 2004, quando foi convocado a cobrir as férias de Kenny Braga. Guerrinha sentou-se na bancada do mais tradicional programa de esporte do Estado para não sair mais: tornou-se um dos participantes queridos da audiência. Fez história com suas frases de efeito e conquistou colorados e gremistas com seu carisma, ampliando alcance e popularidade por meio das redes sociais. O Grupo RBS lamenta a perda desse grande colega e comunicador e homenageia seu legado para o jornalismo esportivo. A empresa se solidariza com os familiares e amigos, especialmente a esposa, Kathia, as filhas, Michelle e Karine, e os netos, João Vitor, Manoela e Eduarda.”

A Associação Riograndense de Imprensa (ARI) também se manifestou sobre o legado do comunicador: “A Associação Riograndense de Imprensa (ARI) recebe com profunda tristeza a notícia do falecimento do jornalista e comentarista esportivo Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha, aos 70 anos. Com mais de cinco décadas dedicadas à imprensa gaúcha, Guerrinha construiu uma trajetória marcante no jornalismo esportivo, com passagens pelo Correio do Povo, Zero Hora, Diário Gaúcho e Rádio Gaúcha, onde se destacou nos debates do Sala de Redação. Sua irreverência, seu carisma, suas opiniões contundentes e seu estilo inconfundível conquistaram gerações de ouvintes e leitores, deixando uma contribuição expressiva para a comunicação e para o jornalismo esportivo do Rio Grande do Sul. A ARI manifesta sua solidariedade à esposa, às filhas, aos netos, aos amigos e aos colegas de profissão, desejando força e conforto a todos neste momento de dor. Que sua trajetória e seu legado permaneçam vivos na memória da imprensa gaúcha.”

Reconhecimento de Inter e Grêmio A admiração pelo jornalista ultrapassava as barreiras clubísticas, sendo respeitado tanto por torcedores colorados quanto por gremistas. O Sport Club Internacional declarou em nota oficial: “O Sport Club Internacional recebe com profundo pesar o falecimento de Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha, histórico jornalista esportivo gaúcho que nos deixou aos 70 anos de idade. Colorado assumido, o profissional construiu, ao longo de mais de cinco décadas de atuação na imprensa do Rio Grande do Sul, uma trajetória reconhecida por todos e todas no estado. Dono de um estilo irreverente e popular de se comunicar, Guerrinha deu voz à crônica “Não me acordem”, uma das mais emocionantes da história colorada. Redigido por Luis Fernando Verissimo, o texto celebrava a conquista do título Mundial de 2006. Anos mais tarde, Adroaldo também participou do espetáculo ‘Os Protagonistas’, que celebrou a reinauguração do Beira-Rio. Neste momento de luto, o Clube se solidariza com a comunidade esportiva gaúcha e deseja força aos amigos e familiares do jornalista.”

Por sua vez, o Grêmio Foot-Ball Porto-Alegrense destacou a importância do comunicador para o esporte local: “O Grêmio lamenta profundamente o falecimento do jornalista Adroaldo Guerra Filho. Com décadas de trajetória na imprensa esportiva, Guerrinha se tornou uma das vozes mais marcantes da história do rádio do Rio Grande do Sul. O futebol é feito por grandes personagens, dentro e fora de campo. Guerrinha foi um deles, deixando sua marca na comunicação esportiva e no esporte gaúcho, respeitado por todas as torcidas. Que sua trajetória seja lembrada com carinho e que seu legado siga presente na memória de todos. Nossa solidariedade aos familiares, colegas e amigos neste momento de enorme tristeza.”

A Associação dos Cronistas Esportivos Gaúchos (Aceg) reforçou o pesar pela perda: “O jornalismo esportivo gaúcho perdeu, na madrugada desta quarta-feira (28 de outubro), Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha, aos 70 anos, um dos nomes mais conhecidos da crônica esportiva gaúcha. Com mais de 50 anos de carreira, sua trajetória na comunicação começou na década de 1970, com passagem pelo Jornal Hoje, da Rede RBS. Posteriormente, trabalhou na Folha da Manhã e no Correio do Povo, onde desenvolveu experiência na reportagem esportiva, especialmente na cobertura do turfe. Em 1983 retornou ao Grupo RBS, então como editor de Esportes do Zero Hora. Em 1995, iniciou uma fase decisiva da carreira ao direcionar seu trabalho para a cobertura do futebol, especialmente de Grêmio e Internacional. Reconhecido pelo humor, irreverência e opiniões firmes, deixou sua marca na história da imprensa esportiva. A Associação dos Cronistas Esportivos Gaúchos (ACEG) manifesta profundo pesar e solidariedade aos familiares e amigos.”

Origens e início no jornalismo Filho da funcionária pública Ieda e do rádio-ator Adroaldo Guerra, amplamente conhecido como Vovô Guerra por comandar atrações infantis, o jornalista cresceu respirando o ambiente artístico e midiático. “Meu pai foi artista, meu pai fazia novela e ficou conhecido como vovô Guerra pela festa com as criancinhas. Eu entrava na redação e diziam que eu era o filho do vovô”, relatou em entrevista anterior.

O primeiro grande interesse profissional de Guerrinha foi o turfe, herdado do pai. Enquanto cursava Jornalismo na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), iniciou sua jornada publicando textos no extinto Jornal Hoje e cobrindo o Jockey Club para publicações tradicionais da época, como Folha da Manhã e Correio do Povo. Retornou ao Grupo RBS em 1983 para assinar conteúdos sobre o mundo hípico em Zero Hora, migrando definitivamente para a cobertura de futebol e programas de debate nos anos seguintes até consolidar seu nome na história da imprensa brasileira.

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