O dólar começou a sessão desta quarta-feira (4) registrando baixa de 0,52% por volta das 9h, sendo negociado a R$ 5,4587, enquanto o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, prepara sua abertura para as 10h.
Eleições nos Estados Unidos e impacto global
As atenções do mercado internacional estão voltadas para o desfecho das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas pela vitória democrata no Congresso americano. O Partido Democrata conquistou a maioria das duas casas legislativas na madrugada, assegurando 54 das 100 cadeiras do Senado, superando a marca necessária de 51 parlamentares.
O resultado das chamadas midterms, realizadas na terça-feira (3), representou um revés para o governo do presidente republicano Donald Trump. Analistas avaliam que o cenário indica maiores dificuldades para a aprovação de pautas fiscais, gastos públicos, tributos e novas regulações pela atual gestão.
Após a confirmação do controle oposicionista no Legislativo, o presidente Donald Trump afirmou, em entrevista ao jornal americano “The New York Times”, estar disposto a governar com os democratas.
“Estou absolutamente disposto a aceitar esses resultados”, afirmou.
Segundo o americano, sua gestão deve buscar acordos com integrantes do partido adversário.
“Vamos trabalhar com os democratas e esperamos colaborar com eles. Provavelmente chegaremos a algum entendimento”, declarou.
Dias antes do pleito, o líder republicano havia gerado incertezas ao declarar que apenas reconheceria os resultados caso as urnas fossem consideradas limpas.
Bolsas internacionais em alta
O otimismo com o cenário político norte-americano contagiou os mercados na Ásia. As ações da China registraram o maior salto em sete meses, impulsionadas pelo apetite ao risco dos investidores. O Índice de Xangai (SSEC) avançou 2,16%, o CSI300 subiu 2,31%, o Kospi sul-coreano teve alta de 0,62% e o Hang Seng de Hong Kong subiu 1,67%. Na contramão regional, o japonês Nikkei recuou 1,42%.
Cenário econômico no Brasil
No âmbito nacional, o mercado financeiro aguarda a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) sobre a taxa básica de juros, que será divulgada após o fechamento dos mercados. A expectativa predominante é de que a Selic seja mantida em 13,75% ao ano, acompanhada por um tom mais rigoroso diante das pressões inflacionárias e fiscais.
Outro ponto monitorado de perto pelos investidores é a tramitação da reforma tributária. O governo sinalizou a intenção de enviar uma medida provisória sobre o imposto seletivo e avalia estender a cobrança do IPI até janeiro de 2027 para os segmentos que serão incorporados pelo chamado “imposto do pecado”.






