Mundo | FRONTE Brasil. A queda intencional do Germanwings 9525 não foi o único episódio em que investigadores atribuíram a perda de uma aeronave a ações deliberadas de quem estava na cabine. Há casos com conclusões oficiais e outros nos quais a interpretação das evidências permanece controversa.
Moçambique, 2013
O voo LAM 470, operado por um Embraer 190, caiu na Namíbia em 29 de novembro de 2013 e matou 33 pessoas. A investigação apontou ações intencionais do comandante enquanto ele estava sozinho na cabine. O episódio voltou a ser discutido após a tragédia da Germanwings, ocorrida dois anos depois.
Alemanha e França, 2015
O voo Germanwings 9525 caiu nos Alpes franceses e matou 150 pessoas. A autoridade francesa BEA concluiu que o copiloto planejou e provocou a descida. Foi um marco no debate sobre procedimentos de acesso à cabine e programas de assistência a tripulantes.
EgyptAir 990: é preciso cautela
Em 1999, a queda de um Boeing 767 da EgyptAir no Atlântico matou 217 pessoas. O NTSB americano atribuiu a perda da aeronave a comandos do copiloto substituto, mas afirmou que não foi possível estabelecer a razão de seus atos. Autoridades egípcias contestaram a interpretação, o que impede tratar a intenção suicida como fato consensual.
Fontes: NTSB — EgyptAir 990; Flight Safety Foundation — Germanwings. Apuração e texto: Redação FRONTE Brasil.






