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Preço do petróleo despenca com expectativa de acordo entre EUA e Irã

Petróleo cai forte com esperança em acordo entre Estados Unidos e Irã

Os contratos futuros do petróleo registraram um tombamento expressivo na manhã desta segunda-feira, 2, impulsionados pelo otimismo dos investidores em torno de negociações de paz em curso entre os Estados Unidos e o Irã.

Queda nas cotações globais

Por volta das 10h25, no horário de Brasília, o barril do petróleo Brent para janeiro — referência internacional — desvalorizava 4,3%, sendo comercializado a US$ 108,55. No mesmo instante, o contrato do WTI para dezembro, principal referência nos Estados Unidos, apresentava retração de 4,32%, cotado a US$ 99,62.

O movimento atual contrasta com o desempenho do final da semana anterior. Na última sexta-feira, 30, o Brent havia fechado em alta de 2,37%, a US$ 113,43, enquanto o WTI encerrou com ganhos de 2,08%, a US$ 104,12, após o Brent fechar outubro no patamar mais elevado em meio ano.

Bastidores das negociações no Catar

As conversas têm mediação de autoridades catarenses e geraram expectativas de que o conflito, iniciado em fevereiro, possa ser encerrado, normalizando o fluxo de combustíveis no Oriente Médio. Segundo a agência Reuters, representantes iranianos finalizaram reuniões com os mediadores e uma minuta de proposta de cessar-fogo estaria circulando nos bastidores.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou neste domingo, 1°, que as negociações mediadas pelo Catar estavam “em andamento e progredindo” e que Teerã estaria preparada “tanto para quanto para a diplomacia”.

Impacto estratégico do Estreito de Ormuz

A nova rodada diplomática ocorre na sequência de investidas contra embarcações petroleiras no Estreito de Ormuz. O canal marítimo entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos é considerado o corredor energético mais crítico do planeta, respondendo por até 30% do petróleo mundial e grande fatia do gás natural liquefeito.

Em paralelo, a Arábia Saudita — maior exportador mundial de petróleo e um dos maiores produtores globais — elevou suas exportações em outubro, mesmo enfrentando ofensivas de houthis contra sua infraestrutura energética. O grupo armado xiita, aliado de Teerã, controla grande parte do Iêmen e assumiu autoria de ataques recentes na região.

Com cerca de nove meses de duração, o confronto envolvendo forças norte-americanas e iranianas segue no radar dos mercados devido aos riscos contínuos de estrangulamento no escoamento de energia pelo Golfo Pérsico.

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