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Irã promete reabrir o Estreito de Ormuz em dois dias se EUA cederem

Irã propõe reabrir Ormuz em dois dias se EUA aceitarem condições

O governo do Irã sinalizou a possibilidade de desbloquear o Estreito de Ormuz em um prazo de apenas 48 horas, desde que os Estados Unidos aceitem as condições impostas por Teerã. O anúncio foi feito nesta segunda-feira, 2, pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baqai, em meio às tensões que afetam a rota vital para o escoamento global de petróleo.

Sinal de boa-fé e diplomacia

De acordo com o diplomata iraniano, o plano atual encurtou o prazo anterior, que estipulava até uma semana para a normalização da passagem marítima.

“A possibilidade de implementar este plano em dois dias é mais uma demonstração da postura de boa-fé do Irã”, afirmou Baqai. Ele acrescentou: “Se as demandas do Irã forem atendidas, será possível restaurar a segurança no Estreito de Ormuz e retomar o processo de negociação em um prazo de tempo muito curto”.

Apesar do tom negociador, o porta-voz confirmou que os canais de diálogo continuam ativos por meio de intermediários e que a decisão final depende exclusivamente da postura da Casa Branca.

Exigências de Teerã e histórico de conflito

O fechamento da passagem ocorre desde o início dos confrontos armados, impulsionados inicialmente por bombardeios conduzidos por israelenses e norte-americanos contra alvos no território persa a partir de 28 de fevereiro.

Entre as principais demandas do governo iraniano para destravar o canal estão um cessar-fogo em toda a região, a liberação de capitais bloqueados no exterior, o encerramento das sanções aplicadas à indústria petrolífera e o fim das restrições navais impostas aos portos do país.

Novas demandas foram adicionadas no domingo pelo ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, que cobrou a aceitação de um novo trajeto de navegação negociado com Omã e a diminuição da presença militar dos Estados Unidos na região do Oriente Médio.

Ameaças e pressão política

Enquanto as conversas diplomáticas avançam de forma lenta, o cenário político externo continua sob forte pressão. O presidente norte-americano, Donald Trump, declarou no sábado que os ataques já comprometeram boa parte do potencial bélico do adversário, restando poucos alvos na mira.

“A única razão pela qual ainda não acabei com o Irã é porque quero ser gentil”, declarou em discurso de campanha em Iowa. “Quero tentar salvar todas estas vidas, se puder. Mas em algum momento teremos que dar um golpe contundente neles”.

Diante das ameaças de retomada dos ataques e da pressão dos calendários eleitorais de Washington e Tel Aviv, a administração iraniana manteve o tom de alerta. “Qualquer ato de agressão contra o Irã (…) receberá uma resposta contundente, imediata e global da nossa parte”, concluiu Baqai.

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