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EUA bombardeiam ilha de Qeshm no Estreito de Ormuz na véspera de eleições

EUA atacam a ilha iraniana de Qeshm, no estreito de Ormuz

As Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram um ataque contra a ilha de Qeshm, situada na região estratégica do Estreito de Ormuz, nesta segunda-feira (2.nov.2026). Moradores locais avistaram dois aviões e relataram pelo menos cinco explosões no território insular, conforme informações divulgadas pela imprensa internacional.

Entenda a importância estratégica de Qeshm Situada no sul do Irã, no Golfo Pérsico, a ilha de Qeshm é a maior extensão territorial do golfo, com uma área que varia de 1.200 a 1.500 km². O local abriga infraestrutura militar sensível, incluindo uma base naval e um depósito subterrâneo de mísseis, além de uma usina de dessalinização, e já havia sido alvo de investidas norte-americanas anteriores.

Estratégia militar e o silêncio oficial A ofensiva faz parte de uma tática recente de ataques de menor proporção conduzidos pelos Estados Unidos contra alvos iranianos nas últimas semanas. Ao contrário do padrão adotado no início do conflito, o governo norte-americano tem evitado anunciar ou confirmar publicamente essas operações.

Segundo fontes oficiais ouvidas pela imprensa, a condução de operações menores e discretas é uma tentativa de demonstrar que Washington não tem planos de reiniciar operações de grande envergadura na área.

Contexto político e eleições legislativas O bombardeio na ilha ocorre justamente na véspera das midterms, as eleições legislativas dos Estados Unidos marcadas para esta terça-feira (3.nov). O presidente norte-americano, Donald Trump, havia negado anteriormente que novas ofensivas na região pudessem acontecer após a realização do pleito.

Em discurso proferido em Washington nesta mesma segunda-feira, o presidente americano comentou sobre o cenário bélico e um possível entendimento diplomático com o governo iraniano.

“Estamos vencendo o Irã, vencendo com facilidade. Eles querem fazer um acordo. E isso pode acontecer”, declarou.

Enquanto isso, representantes do governo de Teerã confirmam que as conversas diplomáticas continuam ativas, tendo o Qatar como o principal mediador das negociações atuais.

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