Às vésperas da votação que define a renovação do Congresso americano, o presidente norte-americano classificou o pleito como um dos momentos mais críticos da história recente do país. As urnas abrem nesta terça-feira (3) para decidir o futuro político da atual gestão, que enfrenta previsões desfavoráveis e um cenário de alta rejeição popular nas pesquisas.
Discurso no Memorial Lincoln
Durante um pronunciamento de quase uma hora no Memorial Lincoln, em Washington, na segunda-feira (2), o mandatário abordou as reformas realizadas na capital e aproveitou para criticar duramente seus opositores políticos.
“Como vocês sabem, este é o último dia das eleições de meio de mandato, as mais importantes eleições de meio de mandato, eu acredito, em nossas vidas”, afirmou o americano.
Em sua fala, o chefe do Executivo também atacou a legenda rival: “O Partido Democrata lançou a chapa de candidatos mais extremista e perigosa da história americana. Estes são os candidatos mais perigosos que já foram apresentados”, declarou.
Promessas e cenário nas urnas
Nas redes sociais, após o evento, ele reforçou a promessa de distribuir o valor de US$ 5 mil — equivalente a aproximadamente R$ 25,5 mil — para cada cidadão adulto caso sua legenda saia vitoriosa do pleito.
Conhecidas popularmente como midterms, essas eleições renovam todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 vagas do Senado. O resultado determinará qual grupo político controlará o Poder Legislativo e terá poder para influenciar pautas sobre gastos públicos, impostos e regulações econômicas.
Projeções desfavoráveis e queda de popularidade
Atualmente, as duas casas legislativas contam com maioria republicana, mas analistas apontam riscos reais de perda desse domínio, especialmente na Câmara. O cenário adversóreo reflete a baixa popularidade da administração atual, cuja desaprovação atingiu a marca de 66% em levantamento recente da Reuters/Ipsos.
Reflexos econômicos para o Brasil
O resultado do pleito nos Estados Unidos possui potencial para repercutir diretamente na economia brasileira por meio da cotação do dólar e dos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano.
Mudanças na política fiscal aprovadas pelo novo Congresso podem alterar as expectativas de investidores globais. Caso as despesas públicas superem as receitas, os juros dos títulos soberanos dos EUA tendem a subir, atraindo capitais globais e provocando a saída de recursos de países emergentes como o Brasil.
Com menor fluxo de capital estrangeiro no mercado nacional, a cotação da moeda americana tende a se valorizar frente ao real, pressionando também as taxas futuras de juros e influenciando as decisões do Banco Central sobre a taxa Selic.






