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Vereador quer declarar Flávio Bolsonaro persona non grata em São Paulo

Vereador do PT propõe declarar Flávio “persona non grata” em SP

A Câmara Municipal de São Paulo deve receber nos próximos dias um pedido formal para classificar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como persona non grata na capital paulista, iniciativa anunciada por parlamentar petista nas redes sociais.

Impacto político da proposta na capital paulista A articulação liderada pelo vereador Dheison Silva (PT-SP) ocorre em meio à repercussão da viagem do político fluminense para os Estados Unidos, ocorrida logo após a derrota na disputa pela Presidência da República e a intimação expedida pela Polícia Federal para o recolhimento de seus documentos de viagem.

Em vídeo publicado em suas redes sociais, o parlamentar criticou duramente a atitude do colega de parlamento. “Após esse ato, ato vergonhoso, esse ato corrupto, esse ato do Flávio Bolsonaro, eu vou entrar com um pedido de persona non grata para a cidade de São Paulo. Ele tem que respeitar a democracia. Quando ele faz isso, ele não respeita a democracia“, declarou Dheison na gravação.

Tramitação e efeitos práticos da moção Para que o texto seja oficialmente adotado pela casa legislativa, a proposta precisará obter o apoio da maioria dos vereadores presentes no plenário durante a votação.

Especialistas lembram que a atribuição do título possui natureza estritamente política e simbólica. Dessa forma, a medida não cria barreiras jurídicas nem proíbe a livre circulação do senador fluminense pelo território paulistano. Até o momento, o documento ainda não apareceu para consulta pública no SPLegis, que é o sistema eletrônico oficial da Câmara Municipal.

Contexto da viagem e o cenário eleitoral A saída do Brasil aconteceu na terça-feira (27.out), quando o parlamentar viajou acompanhado de sua esposa e de suas duas filhas adolescentes, motivado pelo receio de possíveis medidas restritivas ordenadas pelo ministro Alexandre de Moraes.

A determinação da Polícia Federal para confiscar o passaporte ocorreu apenas sete minutos após o Tribunal Superior Eleitoral divulgar o resultado final do pleito presidencial, às 21h09 de 25 de outubro de 2026.

Naquela disputa, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sagrou-se vencedor ao atingir 64.256.232 votos, o equivalente a 51,79% da preferência do eleitorado, enquanto Flávio Bolsonaro somou 59.826.041 votos, representando 48,21%. O magistrado responsável acolheu a solicitação da corporação policial para reter os papéis e impedir a saída do país antes do desdobramento das apurações.

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