O senador eleito Carlos Bolsonaro (PL-SC) revelou neste sábado (31) que o ex-presidente Jair Bolsonaro voltou a apresentar crises de soluço e demonstrou preocupação com o estado de saúde do pai. A declaração foi feita em um vídeo publicado no Instagram logo após uma visita de cerca de duas horas.
Saúde e prisão domiciliar em Brasília O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado, estando em prisão domiciliar desde março deste ano por autorização do STF devido a problemas de saúde. Durante o encontro, que incluiu café e conversa sobre futebol, o filho relatou preocupação com a saúde física e mental do patriarca, destacando sintomas como emagrecimento e alterações corporais.
“O soluço dele voltou”, afirmou Carlos. O senador eleito também disse estar preocupado com o emagrecimento do pai e com o aumento do volume abdominal. “Me assusta um pouquinho o crescimento da barriga dele”, declarou.
Distância familiar e situação dos filhos Além dos problemas clínicos, a conversa abordou a distância dos familiares que estão fora do país. Segundo o parlamentar, o pai mencionou os filhos Flávio e Eduardo Bolsonaro, que se encontram nos Estados Unidos.
O ex-presidente demonstrou sentir “muita saudade do Flávio” e que a situação familiar tem se tornado cada vez mais difícil, conforme relatou o senador eleito, que classificou a estadia dos irmãos no exterior como um exílio político. Flávio deixou o Brasil após a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais e a determinação do STF sobre a entrega de passaportes, chegando aos EUA na quarta-feira (28) com a esposa e as filhas. Eduardo, por sua vez, permanece no país norte-americano desde 2025.
Articulação política e apoio a Rogério Marinho Apesar de afirmar que evita discutir política com o pai para prevenir novas consequências judiciais, Carlos aproveitou o registro para reforçar o apoio à candidatura de Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado Federal para o biênio a partir de fevereiro de 2027.
“A luta vai continuar”, afirmou Carlos ao defender a manutenção da atuação política do grupo.
A disputa pelo comando da Casa legislativa envolve articulações de parlamentares do PL, Novo e de uma ala do Progressistas para reunir votos, mesmo diante do apoio da federação União Progressista à reeleição de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). O histórico médico recente do ex-presidente inclui episódios de taquicardia, dificuldades respiratórias e crises gastrointestinais ocorridas tanto no período de detenção quanto nos meses anteriores.






