A resistência de diversas nações em posar ao lado do ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, levou o governo norte-americano a cancelar a tradicional foto oficial que integra os preparativos para o encontro do G20.
O impasse diplomático em Atlanta
O incidente aconteceu nesta sexta-feira, em Atlanta, evidenciando o rechaço dos governos ocidentais a qualquer sinal de reaproximação com Moscou, pauta defendida pelo presidente Donald Trump.
Conforme apuração do jornal britânico The Guardian, diplomatas da União Europeia, do Reino Unido e da Austrália — que representam cerca de um terço dos presentes — recusaram a imagem conjunta por considerarem descabido demonstrar normalidade diplomática enquanto o conflito na Ucrânia persiste.
Posicionamentos das autoridades internacionais
O chanceler alemão, Johann Wadephul, foi direto: ele disse que não haveria fotografia dos representantes europeus ao lado de Lavrov porque as relações com Moscou não foram normalizadas. Por sua vez, a ministra australiana Penny Wong, através de um porta-voz, reiterou as críticas à ofensiva militar russa.
O ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, Ed Miliband, realçou que seu país evita esse tipo de aproximação há anos. Já o chanceler polonês, Radosław Sikorski, avaliou que o episódio evidencia a complexidade em buscar consensos entre nações divididas por disputas geopolíticas.
Ausências marcantes no evento
Durante esta edição preparatória, a Ucrânia não recebeu convite para participar como observadora. Além disso, a África do Sul ficou ausente em decorrência de divergências com Washington. A porta-voz Phindile Kunene, do chanceler sul-africano Ronald Lamola, garantiu que a ausência não foi voluntária.
Apesar do boicote direcionado à delegação russa e do cancelamento do registro fotográfico, as negociações prosseguiram no sábado, 31, como parte da agenda que antecede a cúpula de líderes do G20, agendada para dezembro em Miami.






