A Polícia Militar do Estado de São Paulo registrou ocorrências de tumulto, pichações e depredação na Avenida Paulista neste domingo (11). A região central da capital paulista havia sido palco ao longo do dia de um evento político de campanha do candidato à presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que contou com a presença do político.
Dispersão tumultuada e vídeos nas redes sociais
Imagens gravadas a partir da redação da CNN Brasil, situada na própria avenida, mostraram indivíduos sobre a cobertura de vidro de uma das entradas da estação Trianon-Masp, da Linha Verde do metrô. Algumas dessas pessoas usavam rostos cobertos e há registros de uma pichação com a frase “Viva a Revolução”, embora não existam confirmações sobre a autoria ou o momento exato em que a marcação foi feita.
Impacto no transporte público e fechamento de estação
Devido ao grande volume de público presente no local, a administração do transporte subterrâneo acionou protocolos de controle de fluxo. Com isso, o acesso à estação Trianon-Masp permaneceu fechado até as 16h30, o que provocou reclamações de frequentadores. Enquanto isso, as paradas Consolação e Brigadeiro continuaram funcionando normalmente para o embarque e desembarque. Esse tipo de medida preventiva costuma ser acionado em grandes concentrações públicas, a exemplo das festividades de Réveillon.
Posicionamento das autoridades
Em nota oficial divulgada por volta das 19h, a Secretaria de Segurança Pública do Estado informou que as ocorrências surgiram “durante a dispersão dos manifestantes” e que a PM “permanece acompanhando a movimentação” para garantir a ordem pública. A corporação reforçou que suas equipes seguiram mobilizadas para assegurar a integridade da população.
Por sua vez, o Metrô de São Paulo declarou que não havia identificado prejuízos ao patrimônio nas instalações daquela área até o início da noite. “A operação do dia foi focada em preservar a segurança e transporte dos passageiros durante a manifestação”, informou a assessoria da companhia de transporte. O ato na via central ocorreu no contexto da disputa de segundo turno da eleição presidencial, na qual o candidato petista enfrenta Flávio Bolsonaro (PL).






