O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, declarou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convidou a legenda para fazer parte formalmente da base governista em seu próximo mandato. A revelação ocorreu em uma entrevista concedida ao jornal O Globo e divulgada no sábado (31.out.2026).
Exigências para a aliança política
Embora tenha demonstrado abertura para o diálogo e afirmado que “não descarta” assumir um ministério no governo Lula 4, o líder político impôs condições e exigiu uma reformulação na conduta atual do chefe do Executivo.
“Lula precisa ter uma postura para unir o país e aumentar o apoio, algo que não conseguiu no 3º mandato. É claro que ele não pode deixar de honrar todos os compromissos sociais, foi eleito para isso”, afirmou o presidente do PSD.
Foco na responsabilidade fiscal
De acordo com o dirigente partidário, a consolidação de uma parceria política com a gestão petista passa obrigatoriamente por modificações nas diretrizes econômicas, com foco principal no “equilíbrio fiscal”.
“Vai precisar ter à frente da economia gente como Antonio Palocci e Henrique Meirelles no primeiro mandato que traga tranquilidade e equilíbrio fiscal. Se medidas econômicas forem adotadas, estaremos mais próximos, sim. Aí poderemos ter uma relação mais profunda. Por isso que eu digo que o governo precisa sinalizar para o centro”, declarou.
Cenário eleitoral e futuro da oposição
Durante a entrevista, o político também analisou o cenário eleitoral recente e atribuiu o revés do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aos erros cometidos pela própria equipe de campanha ao longo da disputa.
Para o comandante do PSD, o capital político da família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sofreu desgaste suficiente a ponto de inviabilizar uma candidatura de seus membros à presidência da República no pleito previsto para 2030.






