O Itaú reduziu de 1,2% para 0,5% a previsão de crescimento da economia brasileira em 2027 e elevou de 4,6% para 6,1% a estimativa de inflação para o mesmo período. Os números constam em uma revisão do cenário econômico divulgada nesta sexta-feira, 30. O banco também passou a prever a manutenção da taxa básica de juros em 13,75% durante todo o próximo ano.
Subtítulo relevante sobre o assunto A nova projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) supera em 1,6 ponto porcentual o limite superior de tolerância da meta de inflação, fixada em 3%, com intervalo de 1,5 ponto porcentual para cima ou para baixo. Para 2026, o banco fez ajustes menores. A estimativa de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) caiu de 1,7% para 1,6%, enquanto a previsão de inflação subiu de 5,1% para 5,2%.
Outro aspecto relevante A revisão combina expectativas de menor atividade econômica, aumento dos custos de produção e manutenção dos juros elevados por mais tempo. De acordo com o Itaú, o endividamento das famílias e das empresas também deve limitar a recuperação do consumo e dos investimentos. Parte importante da revisão para 2027 decorre de mudanças tributárias e regulatórias incorporadas às projeções do banco. Entre os fatores considerados estão o retorno da cobrança de PIS/Cofins sobre a gasolina, o encerramento da subvenção ao diesel no segundo semestre e um reajuste já anunciado do ICMS sobre combustíveis.
Detalhe específico se necessário O Itaú também incluiu os possíveis efeitos da reforma tributária sobre os preços e das mudanças na jornada de trabalho sobre os custos de mão de obra. O relatório ressalta que ainda há incertezas sobre a intensidade com que esses custos poderão ser repassados aos consumidores. A cotação do dólar é outro componente da revisão. O banco elevou a estimativa para a moeda norte-americana de R$ 5,30 para R$ 5,40 no fim de 2026. Para dezembro de 2027, a previsão passou de R$ 5,50 para R$ 5,60. Segundo a instituição financeira, a mudança reflete o aumento do prêmio de risco associado ao Brasil, diante das incertezas sobre a trajetória da dívida pública e das perspectivas de ajuste fiscal.
Parágrafo final com conclusão ou contexto mais amplo. Com a perspectiva de inflação mais elevada, o Itaú passou a esperar que o Comitê de Política Monetária (Copom) interrompa o ciclo de redução dos juros na próxima reunião, projetando que a Selic permaneça em 13,75% até dezembro de 2027, o que tende a encarecer o financiamento e dificultar a expansão do crédito.






