O governo dos Estados Unidos afirmou neste sábado (31) que não teve participação direta na vinda do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao território norte-americano. A viagem ocorreu nesta semana, logo após a derrota eleitoral no Brasil e em meio a um pedido do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para a apreensão do passaporte do político.
Esclarecimento oficial de Washington
Segundo o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, a administração do país ficou à margem dos arranjos logísticos feitos pelo parlamentar brasileiro para deixar o território nacional após o pleito presidencial.
“Não estávamos envolvidos em nenhum dos acordos ou preparativos que ele fez para deixar o país. Pelo menos, o governo dos Estados Unidos não participou diretamente de nenhuma das ações realizadas”, disse Rubio.
Posição da Casa Branca sobre a entrada no país
Apesar de afastar qualquer cooperação prévia na fuga ou traslado do senador, o chefe da diplomacia norte-americana pontuou que o presidente Donald Trump daria sinal verde para o recebimento do brasileiro caso houvesse necessidade.
“O presidente deixou claro que, se ele chegasse aos Estados Unidos por um ponto de entrada, receberia autorização de entrada condicional (parole). E foi isso que aconteceu”, completou o secretário de Estado.
O episódio gerou repercussão internacional e atenção da imprensa sobre os desdobramentos judiciais e políticos envolvendo figuras da direita brasileira no exterior após o término do calendário eleitoral.






