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Bill Maher defende Flávio Bolsonaro e critica prisão após eleição

Apresentador norte-americano que já criticou Bolsonaro agora denuncia perseguição a Flávio

O apresentador norte-americano Bill Maher manifestou preocupação com a possibilidade de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ser preso depois da derrota para Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições brasileiras. Ele criticou a perseguição contra o senador durante o programa Real Time with Bill Maher, da HBO, exibido nesta sexta-feira, 30.

A declaração na HBO

Durante a atração televisiva, o comunicador abordou o tema da saída do parlamentar do país, ocorrida na última quarta-feira, 28. “Não quero ver um sujeito perder uma eleição e ter de sair do país porque vai ser preso”, afirmou o apresentador.

Na sequência, Maher fez uma ressalva sobre os antecedentes e investigações, admitindo que carecia de dados mais profundos para emitir um juízo definitivo. “Talvez esse sujeito mereça ser preso, mas não sei”, acrescentou. Além disso, o apresentador norte-americano traçou um paralelo entre o autoritarismo visto no Brasil e o cenário político dos Estados Unidos, externando o receio de que episódios parecidos venham a se repetir em território americano.

Viagem para os Estados Unidos

O senador brasileiro chegou a Miami três dias depois de perder o segundo turno da eleição presidencial para Lula. O parlamentar deixou o Brasil pela fronteira com a Argentina e embarcou em um avião particular que fez escala no Equador antes de seguir para os EUA.

O deslocamento internacional aconteceu logo após o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinar o cancelamento dos passaportes brasileiros de Flávio e ordenar a entrega de eventuais documentos estrangeiros. A medida judicial foi expedida no domingo 25, exatamente sete minutos após a divulgação do resultado eleitoral. Atualmente, o político é alvo de duas investigações no Supremo Tribunal Federal sob suspeita de crimes financeiros, embora negue veementemente qualquer irregularidade.

Histórico de declarações e repercussão internacional

A postura atual contrasta com episódios anteriores do histórico de Maher em relação ao clã presidencial. Em janeiro de 2024, por exemplo, o comunicador da HBO elogiou a atuação das instituições brasileiras diante das tentativas de Jair Bolsonaro de contestar o resultado da eleição presidencial de 2022. Naquela oportunidade, o Brasil foi apresentado como modelo para os americanos, em contraponto à reação local frente aos esforços de Donald Trump para reverter o pleito de 2020.

Posteriormente, em 11 de setembro de 2025, o ex-presidente recebeu condenação criminal quando a Primeira Turma do STF impôs pena de 27 anos e três meses de prisão por crimes relacionados a uma suposta tentativa de golpe de Estado.

A turbulência política no país também mobilizou reações no exterior, atraindo a atenção de lideranças estrangeiras como o senador republicano Ted Cruz, que esteve presente na entrevista concedida a Maher. Durante a exibição, o político dos EUA direcionou críticas ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva, correlacionando a dinâmica política latino-americana com a interferência geopolítica norte-americana na região. O debate mediático ainda abrangeu tópicos polêmicos envolvendo a atuação da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e o desempenho eleitoral de nomes conservadores na América Latina.

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